Descobrindo os Keys: 1ª parte – A viagem até o extremo sul da Flórida.
26/04/2008

Prometi a mim mesma que iria terminar de escrever sobre a viagem ás Américas antes de inventar outra. O problema é que ta difícil arranjar tempo, estou trabalhando muito e claro que o blog vai ficando ficando… Mas juro que lembro dele todos os dias e nessas de olhar, verificar e visitar outros blogs a gente já começa a sonhar com uma próxima viagem. Como tudo tem seu tempo e prometido é prometido, vou terminar de relatar USA e só depois irei contar qual é o próximo destino (se até lá eu decidir ele)!
Da 1ª vez (2000) que estive em Key West o tempo foi muito curto e não deu pra aproveitar direito o que a cidade tinha pra oferecer. Desta vez queríamos fazer diferente. A intenção era, além de aproveitar Key West, curtir ao máximo o caminho dos Keys, e foi exatamente o que tentamos fazer: pegamos o carro, enchemos o tanque com gasolina da mais barata e fomos… indo e indo. Para sair de Miami de carro foi só pegar a Overseas Highway (sentido sul da rodovia federal norte-americana 1) e em menos de 25 minutos estávamos em Homestead Florida City, na verdade não dá pra saber quando você já deixou a cidade ou não, parecem todas grudadinhas. Em um piscar de olhos entramos no Everglades National Park e logo logo as placas começaram a indicar John Pennekamp Coral Reef State Park. Opa, sinal que estávamos passando por Key Largo. Daí por diante a paisagem começou a mudar, o estilo urbano foi ficando pra trás e a estrada parecia flutuar sobre a água azul turmalina do mar.

Abastecendo o carro em Miami…

A cor da água se confunde com a cor da areia.

Pausa para Momento Key Kodak!
O caminho de 181 km leva em torno de 4 horas para ser feito, mas vale a pena ir com calma, parando para ver a paisagem, as aves marinhas e para visitar as muitas surpresas, parques, museus e outras atrações espalhadas ao longo do caminho. A esquerda de quem vai, está o oceano Atlântico, e à direita, a baía da Flórida e o golfo do México. São 42 pontes ao todo… minha sogra bem que tentou contar uma por uma, mas no meio de tanta coisa pra ver, esquecia da pontes (rs). O dia estava lindo, tudo prometia que nossa viagem seria inesquecível. Apesar de ser inverno esta época do ano (dez/jan), todos os dias que havíamos passado em Miami tinham sido absurdamente quentes. E nada melhor que ficasse assim para aproveitar os Keys.
Mortos de fome, paramos em Islamorada e comemos em um local chamado Wahoo’S Bar & Grill. A comida simplesmente deliciosa, o restaurante possui vista para o mar e está em anexo à marina. Islamorada é considerada quartel-general dos pescadores americanos e os barcos fazem parte do cenário, é impossível não notá-los. Como já estava ficando tarde, resolvemos parar para dormir em Marathon e nos hospedamos no Pelican Motel (U$ 110,00 o quarto quádruplo). O mais curioso é que a maioria dos motéis possui estacionamento para trailers nos fundos, e geralmente essa época do ano todos os Trailers Parks estão lotados.

Islamorada

Em todo local se encontra Jets para locar.

Restaurante Wahoo’S em Islamorada.

Salada de espinafre com camarão e nozes, yummi!

Catch of the day…

Sogrinha e Cunha entre os milhares de barcos…

Pelican Motel, ao entardecer em Marathon.
Acordamos no outro dia e para nossa surpresa o clima tinha virado e o que era ensolarado e quente, ficou frio, nublado e ventoso. O tempo mudou de uma forma que ficamos todos decepcionados e temendo um furacão já que os Keys têm seus momentos infernais também. A temperatura estava aproximadamente 10°C e o vento muito, mas muito forte. Mas isso não impediu de seguirmos em frente. Só faltava metade do caminho e esta parte tende a passar mais rápido ainda, pois parece que a faixa de terra vai estreitando a medida que você desce os caios. Entre um pedacinho de terra e outros estão às famosas pontes da Overseas Highway e uma delas merece destaque: A Seven Miles Bridge (cerca de 11 km de ponte), obra impressionante da engenharia.

É ponte que não acaba mais… cerca de 11 km sobre a água!



A viagem seguiu por Bahia Honda, Big Pine e pelas Lower Keys, também chamadas de “as Keys naturais”, conhecidas pela fauna, flora e pelo recife de Looe Key, considerado um dos melhores lugares do mundo para mergulhar. Outra opção é o parque estadual de Bahia Honda, com lugar para camping, piqueniques e esportes aquáticos. Deixamos o mergulho para ser feito no retorno, já que nem o tempo nem o mar estavam convidativos a ele. Por fim, chegamos a Key West felizes, ansiosos e gelados. E qual foi a 1ª coisa que fizemos lá? … Shopping (rs) … Mas dessa vez TEVE um motivo especial: o FRIO. Ninguém estava preparado, e nessas alturas da viagem é melhor aproveitar uma Key West com conforto do que gelados e mal humorados.

Bahia Honda Channel


Charmoso e simpático Pelicano.
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1.
Breno B | 27/04/2008 at 19:53
Carol,
Lindo blog! Estou indo pra Miami em maio e seu blog me deu algumas boas idéias.
Se tiver alguma coisa a mais me avise! Ficarei 4 dias por lá e quero aproveitar cada segundo!
Bjos,
Breno B.
2.
Margarida | 28/04/2008 at 18:49
Carol
Gosto de todas as suas fotos,mas as da comidinha então…são demais!!!
Estou a começar a pensar que é melhor guardar a minha viagem a Miami quando tiver um pouco mais de tempo,para poder conhecer todos esses os lugares lindos que fala no post.No fim do ano só temos 8 dias de férias e só para a viagem são 2 dias…não temos avião directo daqui de Portugal para Miami!!
Espero que um dos seus próximos destinos seja a Europa,com Portugal incluído para nos podermos encontrar!
As praias de Santa Catarina já estão há muito tempo na minha listinha e por isso pode esperar que algum dia nós vamos aparecer por aí!!
beijinhos
3.
Camila | 01/05/2008 at 11:32
Que águas lindas, Carol!!! Com um visual desses nas estradas qualquer viagem fica mais interessante!
4.
Carol Wieser | Travel For&hellip | 02/05/2008 at 09:17
Breno: Logo postarei o restante da viagem, daí eu te aviso. Valeu pela visita.
Margarida: Hum, 2 dias realmente é pouco tempo para aproveitar tudo que os Keys têm a oferecer, o ideal seria no mínimo 3 dias…
Sobre as comidinhas… ai, ai, não sei como não engordo + nas viagens pois o que eu como não é brincadeira não… afinal, estar de férias, com um montão de coisa boa pra experimentar temos mais é que aproveitar não acha?? Os quilinhos extras deixo pra queimar na volta… (hehehe)
Camila: A cor da água nos keys é de impressionar mesmo. é um azul diferente, turmalino e turvo… mas deixa a paisagem com esse visual
5.
Eliane Fernandes | 28/05/2008 at 17:34
Olá,
Também fiquei encantada pela viagem. Me diga uma coisa : pode-se ir de ônibus até Key West ? Como ? Você sabe o site da rodoviária de Miami ? Já busquei tanto e não encontro…
Obrigadão !!!
6.
Carol Wieser | Travel For&hellip | 28/05/2008 at 22:34
Oi Eliane!!
Tem sim como ir de ônibus, quem leva é a empresa Greyhound que tem 3 saídas diárias do centro de Miami e do aeroporto para os Keys. O site deles é http://www.greyhound.com, lá você consegue achar o itinerário certinho.
No aeroporto de Miami existe outros serviços de tours diários para os Keys, uma espécie de bate e volta em vans que pode ser bem interessante dependendo do tipo de viagem que você pretende fazer. Custa em média U$ 80 para 2 pessoas, mas você tem que reservar com 1 dia de antecedência.
Dê uma olhadinha neste site: http://www.floridakeysshuttle.com
Espero já ter ajudado.
Abraços e Boa Viagem!