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Um passeio pelas águas do Guaíba!

Você já pensou em ir a Porto Alegre e fazer um passeio de barco pelas águas do Guaíba???

Não??? E por que não???
Todo mundo sabe que o Guaíba é “O” cartão postal da capital gaúcha. Esse motivo já basta para você pensar em navegar pelas calmas águas deste lago, mas tem outro motivo que vai fazer você definitivamente ir: custa apenas R$15,00!!
Irresistível não??

Foi o que eu e o maridex fizemos em nossa última visita à POA. Resolvemos dar uma voltinha (navegada) pelo Guaíba e descobrimos uma nova e diferente maneira de ver esta cidade!
Escolhemos a embarcação Cisne Branco, uma das companhias mais antigas de POA. O barco saiu da doca do Cais do Porto. Dalí navegou rumo ao Rio Jacuí, e no trajeto passou perto das principais ilhotas do estuário como a Ilha do Pavão, Ilha do Chico Inglês e Arroio Maria Congo (entre as ilhas da Pólvora e Flores). Ao chegar perto da ponte da travessia da Getúlio Vargas o barco fez a volta e retornou passando por alguns canais do Delta do Jacuí. Ao longo de todo percurso é possível ver pequenas casas de ilhéus construídas sobre palafitas para proteção contra as cheias.

 

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Doca do Cais do Porto

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O passeio é bem tranqüilo (light), assim como as águas do Guaíba. Durante todo o percurso há uma gravação que explica a história local (em português e inglês), e se você tiver paciência pode aprender muitas histórias interessantes sobre as ilhotas e estuários, masssss… A voz da gravação é muito chata e a moça fala tão pausadamente que me deu nos nervos e acabei não prestando muito atenção na explicação. Portanto a parte histórica deste post eu vou pular dessa vez :roll:

 
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Panorâmica >>>>>
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Clique na imagem para ampliar.

Além do passeio normal (que custa R$15!!!), o Cisne Branco oferece também várias outras opções como happy hour (de novembro a março), passeios com almoço e até jantar e boate com navegação. Vale a pena dar uma conferida.

Outras companhias que oferecem o passeio:

Cisne Branco
www.barcocisnebranco.com.br
Informações e reservas: (51) 3224.5222

Barco Caribe I
Informações e reservas: (51) 3481.3783

Barco Noiva do Caí
Informações e reservas: (51) 3211.7662

Barco Seival e Turistinha
Informações e reservas: (51) 9818.2274

Barco Travessia
Informações e reservas: (51) 3248.2539

Barco Farol de Itapuã
www.faroldeitapua.com.br
Informações e reservas: (051) 3019.7945

Bom passeio!!

13 comments 22/10/2009

Estrada Cênica em SC = Rodovia Interpraias

Talvez eu nunca tenha realmente revelado aqui no blog a minha paixão por Santa Catarina. Acredito que todo mundo que acompanha o TFWW sabe que sou Catarina de nascença (quem não sabia, ficou sabendo agora) e sabe também que ADORO aquele estado. Apesar de morar em Curitiba há tantos anos (12), eu me considero MUITO mais Catarina que Paranaense. Sem preconceitos, mas é que me sinto bem naquela santa e bela terrinha. E por gostar tanto de SC, toda e qualquer oportunidade para uma “escapa” (de final de semana ou feriado), acabo indo pra lá! No Corpus Christi que passou, descemos à praia de Penha e na sexta-feira fomos passear em Florianópolis de carro. No trajeto da volta, resolvemos passar pela rodovia da Interpraias (estrada costeira que liga Itapema a Balneário Camboriú) para sair da rotina. Mas vou confessar que só fomos por lá, pois eu estava com “lombrigas” de comer ostra gratinada e pedi pro maridex entrar na Interpraias, pois tem um restaurante que vendem elas divinamente bem. Ta aí uma ótima pedida (além da comida :mrgreen: ), um simples desvio de rota e uma oportunidade de conhecer belas praias em apenas 16,5 km de rodovia cênica.

Vindo sentido Florianópolis > Balneário Camboriú, após passar pela Polícia Rodoviária Federal (KM 142 – Itapema), existe uma saída à direita (sem sinalização nenhuma) que dá acesso a Rodovia de Interpraias. Muita atenção nessa hora, pois se você perder essa entrada dessa marginal, não haverá mais chances de retorno antes do túnel do Morro do Boi e você terá “o próximo retorno” a mais ou menos 8 km. Existe também a opção de entrar pela Interpraias pelo acesso de Balneário Camboriú, porém, eu gosto mais de fazer o trajeto Itapema > B. Camboriú, pois acho que a gente aproveita melhor os mirantes da rodovia.

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Foto: Praia do Estaleiro

Ao todo são 7 praias e todas elas pertencem ao município de Camboriú, mas ao contrário do que muitos imaginam, essas praias não parecem nem um pouco com a praia central do famoso e badalado balneário. Enquanto B.C. é cheia de prédios, comércios, restaurantes, gente de sobra em areias cinza e a água do mar marrom (leia-se poluída), essas praias da rodovia estão em uma área de preservação ambiental (APA), são sossegadas e possuem águas límpidas e belos trechos de vegetação intacta. Porém por estarem tão próximas da praia central, a infra estrutura vem evoluindo muito desde a reformulação da rodovia em 1998, e hoje já dispõe de boas pousadas, hotéis, restaurantes e a facilidade de ter um centro grande a poucos minutos de carro.

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Então vamos ao passeio pela Costa Brava:

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Vindo de Itapema, a primeira praia do caminho é a do Estaleirinho. O mar aqui tende a ser um pouco alto, uma alegria para os surfistas de plantão. Mas não fique surpreso se ao chegar ao local você se deparar com uma piscina de tão calmo. A água do oceano Atlântico é assim, meio instável mesmo, o que requer cuidados ao tomar banho. Procure sempre ver os avisos na praia das condições de banho. Depois de um dia todo esticado na areia, um happy hour em um dos barzinhos da orla no final de tarde é uma boa pedida.

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Continuando pelo caminho, a próxima praia é a do Estaleiro. Aqui você vai encontrar alguns bons restaurantes, porém para achá-los mais facilmente é necessário pegar uma rua beira mar de chão batido. Esse local foi descoberto pelos turistas há pouco tempo. Antes da revitalização da rodovia, apenas moradores da região freqüentavam o lugar. Mas ainda continua sendo uma praia de pescadores e com muitas casas de veraneio.

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A próxima parada é um pouco mais explícita, especialmente para os adeptos do naturismo. A Praia do Pinho oferece uma faixa de areia privativa, com pousada, acampamento e restaurante aos freqüentadores pelados. E é famosa por realizar um dos carnavais despido mais animado da região. É uma das primeiras praias de nudismo do Brasil. Se você tiver coragem, pode tirar a roupa e ir lá conferir, e por favor, sinta-se a vontade… :oops:

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Foto: Taquaras

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Foto: Taquarinhas

Na seqüência, a praia de Taquaras e de Taquarinhas. Se você já estava encantado com as belezas das praias anteriores, agora vai se apaixonar pela Costa Brava de vez. Taquaras possui alguns bares na beira da praia, que servem petiscos na areia. Tem águas tranqüilas, bastante limpas e profundas. Já Taquarinhas têm areia grossa e características totalmente agrestes. Possui águas bem agitadas e não tem serviço de salva-vidas (muito cuidado nessa hora). Diferente das outras, Taquarinhas não têm nenhuma infra-estrutura para os visitantes, mas lá isso é o menos importante. Sugiro apenas que não se esqueça de trazer o guarda-sol, a cadeira, o protetor solar e um isopor com comes e bebes. Observação muito importante: leve embora seu lixo pra preservar a característica natural e intocável deste lugar.

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Laranjeiras é a praia mais próxima do centro, muito bonita, com águas calmas de cor esmeralda, rodeada de morros e emoldurada por belas pedras redondas na encosta. Mas apesar de pequena, não espere calmaria, porque depois que o teleférico foi construído, todo mundo descobriu esse lugar. Ela é facilmente acessada por terra (rodovia), por mar (barcos e passeios de escuna) e pelo ar (teleférico). A pequena praia foi totalmente remodelada depois da implementação do teleférico. Ganhou um belo calçadão, com lojas que oferecem aos turistas desde as tradicionais cangas a filmes fotográficos. Os restaurantes especializados em frutos do mar e peixes dão um show à parte, porém em dias de muito agito, a fama destes estabelecimentos é de explorar os turistas com preços exorbitantes. Uma dica: nunca faça seu pedido sem se informar do preço antes, pois senão sua conta pode te dar um susto.

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O passeio termina no bucólico bairro da Barra, onde ainda residem os pescadores artesanais do município. Passear pelo bairro da Barra é fazer uma verdadeira viagem no tempo, voltando às raízes do Arraial do Bom Sucesso, primeiro nome de Balneário Camboriú. A pequena igreja de Santo Amaro foi construída com óleo de baleia misturado à argamassa, possui muitas peças barrocas doada pela família real portuguesa. Hoje além de ser um cartão postal do bairro, a igreja guarda muitas lendas. A praça do pescador, de frente para o rio Camboriú, em estilo açoriano dá um charme ao bairro.

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Apesar de serem apenas 16,5 km, uma “viagem” a estas praias requer tempo e dedicação. Há muitos mirantes no caminho que proporcionam belas paisagens cênicas e rendem boas fotografias. E se você, além do passeio de carro, gosta de curtir um pé na areia, muita água e sol, reserve um final de semana para curtir bem o local. Abaixo coloquei algumas opções de hospedagem que valem o investimento.

Praia do Estaleiro Guest House
Pousada Marquês Interpraias
Parador Estaleiro Hotel

Pousada Ponta do Lobo
Pousada Vila Taquaras

Pousada Estaleiro Village
Batuque na cozinha

7 comments 05/07/2009

Vila Velha: Cidade Perdida de Pedra.

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Vila Velha é uma boa opção para Curitibanos que não sabem o que fazer em um sábado ensolarado, ou mesmo para turistas de outras partes do Brasil que querem visitar nossa região em um desses muitos feriadões que nosso país possui. Digo isso porque o parque está a poucos (80) quilômetros de Curitiba e fica fácil planejar uma viagem à capital Paranaense e colocar ele no roteiro. Mas pasme, antes de voltar ao parque ano passado (2008), eu que moro aqui em Curitiba, só tinha ido lá uma vez, em 1994 (ui, isso me fez sentir um pouco velha e uma turista desleixada). :roll: Falando em coisas velhas, não é a toa que o Parque Estadual tem este nome. Há 400 milhões de anos a região já foi fundo de mar e mais tarde, 200 milhões de anos depois, explosões vulcânicas formaram as montanhas rochosas. Como o clima naquela época era meio doido: neutral:, chegou a era glacial e tudo foi coberto por um lençol de gelo. Passados outros tantos milhões de anos as geleiras começaram a derreter e com elas pedaços de rochas e depósitos de areia foram arrastados embora. Depois disso até hoje, os ventos e as chuvas se encarregaram de esculpir belamente as rochas que hoje são chamadas de ARENITOS. O mais engraçado é que a natureza fez dessa “cidade perdida de pedra” um ateliê de esculturas rochosas e a maioria das “obras de pedra” lembram bota, camelo, índio, navio, garrafa e a famosa taça, o “cartão-postal” do Parque. Nas cavernas e fendas, os geólogos ainda desvendam mistérios de milhões de anos.

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Depois de enfrentar 2 pedágios no caminho Curitiba-Ponta Grossa, chegamos ao parque (é, vá preparado pois são 2 na ida, e os mesmos 2 na volta= 4). Primeiramente estacionamos o carro e fomos até o Centro de Visitantes para comprar os ingressos e agendar os horários dos ônibus dentro do parque. Os horários precisam ser agendados pois existem 2 passeios que são possíveis fazer: um é a trilha dos Arenitos e outra a Furnas com a Lagoa Dourada. O passeio até Furnas sai com hora marcada para garantir a ordem e a presença do guia no mesmo. Porém a trilha do Arenito é possível fazer a qualquer horário.

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Começamos pela Trilha do Arenito, pegamos uma carona com o ônibus até o começo da trilha e depois fizemos o passeio a pé. Logo no começo do trecho contemplamos as formações rochosas diferentes, e se deixando nossa imaginação fluir, o passeio rendeu boas fotos e ótimas rochas imaginárias. O primeiro trecho acabou na famosa “taça”, cartão postal do parque. Se você cansou e não quiser ir adiante você pode voltar pela meia trilha. Agora se você ainda tiver disposição e quiser continuar (trilha inteira), basta continuar o caminho pelo bosque. Nesse restinho de passeio (+ 1 km de caminhada), conseguimos observar várias fendas nas rochas, além de muita fauna e flora.

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Qualquer semelhança com uma bota é mera ilusão…

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Quem se lembra do desenho animado da Looney Tunes – Papa-léguas vai ficar impressionado com a semelhança de cenários!!! Bip-bip!!

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Bosque pela trilha longa de Arenitos.

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Uma de muitas fendas pelo caminho.

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De volta ao Centro de Visitantes, comemos alguma coisa e pegamos o ônibus para Furnas e Lagoa Dourada. São mais ou menos 3 km até chegar lá e a primeira parada foi Furnas. Pra vocês entenderem um pouquinho, lá vai a explicação: Furnas são crateras circulares chamadas carinhosamente de “caldeirões do inferno”. Existem 5 Furnas no parque, mas apenas 4 estão abertas a visitação. A mais funda delas é a “Furna 1″ que atinge até 107 metros de profundidade, e o volume de água é sempre a metade da profundidade do buraco. A menor delas “Lagoa Dourada” atinge apenas 3 metros de profundidade. A explicação é que esses “buracos” tem sua origem da estrutura falhada do arenito. Mas o mais interessante é que há uma ligação subterrânea entre elas através de um lençol freático, isso explica a água dentro delas.

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Há um tempo, havia na “Furna 1″ um elevador que descia a 54 metros,e tinha acesso a uma plataforma flutuante. Mas ele teve que ser fechado, pois a trepidação estava causando danos ao arenito e conseqüentemente prejudicando a preservação do local. Depois da visita as 3 primeira Furnas, fomos conhecer a Lagoa Dourada. Por incrível que pareça, a lagoa é uma Furna também, a maior delas em largura, e a menor em profundidade. O aspecto de lago é indiscutível e o encanto inconfundível. Quando o sol reflete, sua água cristalina tornasse dourada, e é possível ver peixes, como traíra, tubarana, bagres, carpas e tilápias.

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Pronto, depois de meio dia passeando por Arenitos, Furnas e Lagoa Dourada, é hora de voltar pra Curitiba. Devo confessar que é um passeio simples, porém agradabilíssimo.

É uma ótima dica pra quem estiver nessa região sem muitos planos pré definidos: aproveitar e conhecer um pouquinho do histórico planalto do Paraná. Divertimos-nos muito (dessa vez troquei o maridex pela cunhadex), que foi uma companhia e tanto.

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Obs: Estava devendo este post pra ela. Rô, agora pode parar de me cobrar!

:!: Importante: Vila Velha fica a apenas 20 km de Ponta Grossa.

:arrow:   Infelizemente o Parque não possui website :oops: então segue algumas infos sobre o local:

Funcionamento
De quarta a segunda feira das 08h às 18h
Fechamento dos portões – 16h
Fechamento do parque – 18h
Às terças feiras encontrasse fechado para manutenção exceto em feriados prolongados.
Informações: Parque Estadual de Vila Velha (42) 3228-1539

Taxas de visitação
Visitar os Arenitos R$7,00
Visitar Furnas e Lagoa Dourada R$5,00
Meia entrada Arenitos R$3,50
Meia entrada Furnas e Lagoa Dourada R$2,50
Meia entrada para moradores em Ponta Grossa com comprovante, estudantes com carteirinha.
Isentos: Escolas publicas com visita previamente agendada, menores de 06 anos, maiores de 60 anos, pesquisadores devidamente autorizados e portadores de deficiências físicas.

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35 comments 20/05/2009

Fernando de Noronha: dicas e informações úteis.

Então lá vou eu pra super seleção de dicas e informações úteis sobre Fernando de Noronha (pra fechar com chave de ouro). Espero que ajude e facilite a todos!
 
Obs: As dicas são MINHAS, ou melhor, relativas à minha experiência sobre esta viagem. Portanto, contém muitas informações de caráter pessoal. Do meu gosto, do meu jeito… Não venha reclamar depois que eu indiquei algo que não foi legal, pois o que pode ser legal para um pode não ser proveitoso para outro. Tudo vai depender do estilo de viagem que você está pretendendo fazer e do que você GOSTA de fazer! Tire suas próprias conclusões e se você gostar das dicas, aproveite-as.

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Onde Fica?
Fernando de Noronha é um arquipélago que pertence ao estado de Pernambuco. É formado por 21 ilhas e ilhotas, situado no Oceano Atlântico, a leste do estado do Rio Grande do Norte. A ilha principal tem 17 km² e fica a 545 km do Recife e a 360 km de Natal.
 
Como vou? Quanto tempo leva?
Existem duas opções de saídas para Fernando de Noronha, por Natal ou por Recife. Apenas duas companhias aéreas fazem este trajeto: Trip e Varig. A viagem dura em torno de 1 hora (pode variar dependendo de onde você sai). A maioria dos pacotes turísticos oferecem saídas destes destinos e tendem a ter cidades conjugadas (Natal + F. Noronha ou Recife + F. Noronha). Eu particularmente não aconselho esse tipo de pacote, pois eles oferecem apenas 3, no máximo 4 noites no arquipélago e tudo tem que ser feito muito rápido na ilha, não aproveitando realmente o que o lugar tem a oferecer.
 
Quando ir? Qual a melhor época do ano?
Em Fernando de Noronha, a temperatura média é de 28 graus na terra e 26 graus no mar, tendo apenas duas estações: uma seca (de setembro à março) e outra chuvosa (de abril à agosto). Entre abril e novembro, o mar-de-dentro fica bem calmo e Fernando de Noronha se torna um super atrativo para banhistas e mergulhadores. Nessa época é possível aproveitar bem as praias do Sancho, Baía dos Porcos e outros lugares como Cacimba do Padre, Conceição, etc. No período de dezembro a março o mar-de-fora fica mais calmo, nesse período os ventos fazem que o mar-de-dentro fique com ondas gigantes e as praias se tornam impróprias para banho, mas em compensação própria para surfistas. Então se você NÃO gosta de surfar, e puder escolher um mês para viajar, dou apenas um conselho: Vá em SETEMBRO, dizem ser a MELHOR mês de Noronha!

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TPA (Taxa de Preservação Ambiental), o que é isso? Tenho que pagar?
Todos os visitantes e turistas são obrigados, pela Lei N° 10.403/89, a pagar a Taxa de Preservação Ambiental, destinada a assegurar a manutenção das condições ambientais e ecológicas do arquipélago. O valor atual dessa taxa é de R$ 36,69 por dia/pessoa.
Para agilizar o processo e evitar a fila no aeroporto, o ideal é se adiantar e pagar a TPA pelo site oficial de Fernando de Noronha: noronha.pe.gov.br

O que levar?
Para uso diurno: Na maior parte do tempo você vai utilizar muita, eu digo, MUITA roupa de banho. Então ao fazer suas malas use e abuse de biquínis e saídas de banho. Além delas, procure levar roupas leves e confortáveis para fazer caminhadas e outras atividades (de preferencia de secagem rápida). Se você ficar um período razoável na ilha, leve várias peças de roupa pois por lá tudo suja muito fácil. Um tênis ou papete é essencial para as trilhas. No restante do tempo a boa e velha havaianas é o suficiente.
Para uso noturno: O que mais gosto de Noronha é que tudo é muito simples. Na ilha não é possível fazer uso de salto alto, então leve apenas sapatos confortáveis. Em geral o pessoal se veste bem simples pra ir jantar ou sair, nada impede de você levar aquele vestido bonitinho, mas nada social please!!
Por precaução, leve um agasalho, mas dificilmente você irá usá-lo.
 
Alguns itens que não podem faltar na sua mala:
· protetor solar (muito)
· chapéu ou boné
· mochila (para os passeios)
· papete ou tênis com solado aderente (para molhar)
· óculos escuros
· máquina digital e caixa estanque se você tiver.
· remédios (especialmente dramin se você enjoa)
· repelente
· equipamento de mergulho (nadadeiras, máscara e snorkel) – se você tiver, leve, se não tiver pode alugar lá.
 
Importante: Leve também dinheiro em espécie, porque a maioria dos estabelecimentos comerciais do arquipélago não trabalham com cartão de crédito. O Banco Real é o único banco com uma agência no arquipélago e não há casas de câmbio.
 
Quantos dias devo ficar?
Hum… Eu adoro Fernando de Noronha, então sempre aconselho as pessoas a ficarem 7 dias no arquipélago. Geralmente não gosto daqueles pacotes que ficam apenas 3-4 dias na ilha, pois acho que não conseguirá ver/fazer tudo que a ilha tem a oferecer (experiência própria). Mas muita gente acha que 4 dias é o suficiente… então vai depender do que você pretende na sua viagem, apenas CONHECER ou VIVER a ilha?
 
Quanto custa?
Ulalá… Chegamos na p$or parte. Fernando de Noronha é conhecido por ser um destino CARO. E devo afirmar, é caro mesmo!
Um pacote de 8 dias custa em torno de R$ 3000 (baixa) a R$ 4000 (alta) – saindo de São Paulo. Se você pesquisar bem, em baixa temporada consegue valores em torno de R$ 2500. Isso pra ficar em pousadas domiciliares (bem simples). Se você optar por aquelas pousadas com muitos golfinhos (estreladas), você pode pagar MUITO caro por um pacote.
 
Para você ter uma idéia dos valores das pousadas:
Pousada domiciliar: diárias entre R$ 120 – R$ 250.
Pousadas com Muitos Golfinhos: diárias entre R$ 300 – R$ 600.
Pousadas VIPS: a partir de R$ 600,00.
 
Sobre os valores de passeios, segue uma listinha de referência em baixa temporada:
· Caminhada R$ 35,00
· Ilhatur R$ 80,00
· Passeio de Barco R$ 90,00
· Aquasub R$ 85,00
· Trilha do Leão R$ 50,00
· Trilha da Atalaia R$ 55,00
· Trilha do Golfinho R$ 50,00
· Mergulho R$ 250,00
· Aluguel de Buggy R$ 150,00
· Aluguel de Moto R$ 120,00
· Aluguel de Equipamento de Mergulho (pelo período da hospedagem) R$ 20,00
 
Sobre valores de comes:
· valor médio de uma refeição principal em restaurante simples: R$ 25,00 por pessoa
· valor médio dos pratos em restaurante à la carte: R$ 50,00 (2 pessoas)
· valor do festival gastronômico na Pousada Zé Maria: R$ 150,00 por pessoa

Onde ficar?
Na ilha, existe uma classificação bem ordenada de pousadas, que ao invés de “Estrelas” chamamos de “Golfinhos”.
SISTEMA DE HOSPEDARIA DOMICILIAR= 1 Golfinho,
HOSPEDARIAS DOMICILIARES SELECIONADAS = 2 Golfinhos,
POUSADAS VIPS=3 Golfinhos,
 

FN2009_89SISTEMA DE HOSPEDARIA DOMICILIAR (Domiciliares):
Funciona assim, pousadas que não são VIPs, são chamadas de domiciliares. Para ser uma pousada domiciliar basta ter alguns quartos, frigobar, ar condicionado, televisão, banheiro privativo e chuveiro quente. Geralmente são casas de ilhéus que foram reformadas para ter uma “certa” estrutura para receber turistas. Mas tudo é muito simples (inclusive as acomodações). Então se você pegar um pacote que tiver incluso pousadas domiciliares, torça pra que ela seja legal e limpinha, mas esqueça o luxo e a frescura! Na verdade a infra-estrutura das pousadas tem melhorado muito nesses últimos anos, mas ainda deixa muito a desejar. Muitas vezes você vai achar o valor cobrado um absurdo pelo que oferece. Quartos apertados (nem sempre com a higiene ideal), café da manhã bem simples (sempre igual), açúcar (algumas vezes com formigas) e outras coisinha mais…
Na primeira vez que estive em FN, eu fiquei na Pousada da Germana. Desta vez fiquei na Solar das Andorinhas (ambas na Vila dos Remédios). Quando chegamos na Solar das Andorinhas, eles nos deram o “pior” quarto que tinha na pousada, para você ter uma idéia tínhamos que entrar na cama pelos pés, pois ela estava literalmente enfiada em um buraco. Mas reclamamos e depois de duas noites nos colocaram em um quarto BEEEEEEM melhor. Uma pena que não tirei foto do primeiro quarto, mas do segundo segue abaixo. E depois que entrei nele eu fiquei super feliz.
São inúmeras as opções de hospedagem domiciliares: olhe neste site.
 

FN2009_90HOSPEDARIAS DOMICILIARES SELECIONADAS:
Pousada que oferece um pouco mais de infra-estrutura.
Eis alguns exemplos:
Pousada Sueste, Hotel Dolphin, Maratlântico, Estrela do Mar, Pousada do Vale, Filó e Beco de Noronha.
 

 

FN2009_91POUSADAS VIPS:
Zé Maria, Maravilha, Solar de Loronha, Solar dos Ventos, Teju-Açu.
 

 

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Pousada Solar das Andorinhas

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Depois que ficamos neste quarto ficamos felizes…Pousada Solar das Andorinhas

Onde Comer? Onde ir?
Eu me impressionei como evoluiu a culinária em FN nos últimos 4 anos. A qualidade melhorou muito e a ilha está cheia de opções para todos os gostos e bolsos. Deixo abaixo uma lista de lugares que eu fui e gostei:
CACIMBA BISTRÔ: Um bistrô sofisticado que fica na Centrinho. Bem gostoso.
VARANDÃO: Ótimo custo e benefício. Os pratos são bem elaborados e deliciosos, vale a pena mesmo. Fica na Vila do Trinta.
ZÉ MARIA: O Festival é muito bom (todas as quartas). A variedades de pratos é impressionante, e o serviço maravilhoso. Vale a pena conhecer. Nos outros dias, o restaurante funciona a lá carte. Fica na Floresta Negra.
TRICOLOR: Restaurante bem simples que fica localizado na Vila dos Três Paus. Especializado em moqueca de frutos do mar (bem saborosa) e deliciosos doces caseiros. Os donos são super simpáticos.
TOM MARROM: O peixe na bananeira é muito bom. Fica na Vila dos Remédios.
BAR DUDA REI: Bar que fica na praia da Conceição. Vende desde bebidas a pratos e petiscos. O pessoal se reúne sempre no final da tarde neste lugar.
BAR DO CACHORRO: Com certeza esse é o lugar mais agitado na noite Noronhense. Cada dia toca um ritmo de música, mas o forró é o mais frequentado. Fica no Mirante da Praia do Cachorro, a poucos passos do centrinho. A pizza é uma boa pedida pro fim da noite.
MUSEU DO TUBARÃO: Vende alguns pratos exóticos de tubarão. Não comi, mas achei o lugar bem bacana. Fica em frente ao Buraco da Raquel.

FN2009_88Festival Gastronômico Pousadas Zé Maria

Localize-se:
Tem mapas da ilha disponível do site: noronha.pe.gov.br

Operadora Local (que usamos):
Luck Receptivo

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Dicas Gerais:*
Fuso horário: Noronha possui o fuso-horário de 1 hora a mais em relação ao horário de Brasília, exceto quando está vigorando o horário de verão.
Recursos hídricos: Não existem nascentes na ilha, toda água consumida é proveniente da chuva e do mar (dessalinizada), por este motivo o racionamento é constante;
Energia: O abastecimento da ilha é feito através de uma usina termo-elétrica (85%) e por um aerogerador (15%), que operam durante 24 horas com voltagem de 220 volts.
Telefonia: É possível realizar ligações nacionais e internacionais, através de linhas convencionais ou de celular.
Televisão : Os principais canais de emissoras nacionais são retransmitidos à população, via parabólica;
Abastecimento: Tudo que é consumido na ilha é proveniente do continente. Essas mercadorias chegam prioritariamente de barco ou de avião e são vendidas à população nos dois pequenos supermercados da ilha;
Banco: Um agência bancária do Banco Real, opera na ilha. Tem caixas eletrônicos 24 horas.
Câmbio: Não existem casas de câmbio, por este motivo é recomendável fazer o câmbio no continente antes de embarcar para Noronha;
Hospital: Um hospital faz os atendimentos à população e visitantes. Casos mais graves são encaminhados ao continente;
Transportes urbano: Uma linha regular de ônibus circula pela BR das 6 ás 24 horas, atendendo à população e visitantes, além disso tem os táxis (buggys);
Palestras: Todas as noites há palestra no centro de visitante do Projeto Tamar/Ibama. Essas palestras começam ás 21 horas e terminam ás 22 horas. A entrada é gratuita e cada noite é abordado um tema, relativo ao meio ambiente, diferente;

Dicas de Segurança:*
Estando na ilha, é importante:

Não praticar atividades desacompanhado(a);
Utilizar a passarela para caminhar na BR;
Evitar se aproximar demais das encostas nos mirantes;
Beber bastante água e usar protetor solar durante os passeios;
Durante as trilhas recomenda-se o uso de tênis ou sandálias que prendam no calcanhar;
Recomenda-se não tocar nas vegetações e animais;
Observar as Leis do Parque Nacional antes de realizar atividades por conta própria, evitando assim problemas com a fiscalização;
Respeitar seus limites físicos não praticando atividades muito pesadas sem a devida recomendação médica;
Usar coletes salva-vidas sempre que entrar no mar aberto. Lembre-se de que você está em alto mar sujeito a correntes marinhas;
 
Leis Ambientais**
Fernando de Noronha é parte do Patrimônio Mundial Natural e deve ser conservado para as futuras gerações. Algumas práticas ambientais precisam ser respeitadas.

Portanto é proibido:
· Caça submarina, pesca e introdução de animais e plantas;
· Abater, perseguir, alimentar animais e coletar sementes, raízes e frutos;
· Coletar conchas, corais, pedras, animais vivos ou parte de organismos;
· Visitar as áreas do Parque no horário das 18h às 8h;
· Nadar, mergulhar e parar embarcações nas imediações da Baía dos Golfinhos;
· Abandonar lixo ou detritos, acampar, pernoitar e fazer fogo;
· Visitar as áreas que não sejam de uso público do Parque Nacional sem autorização do Ibama;
· Escrever ou pichar em rochas, árvores ou placas de sinalização;
· Mergulhar nas piscinas de Baía dos Porcos e no Buraco da Raquel;
· Caminhar sobre os arrecifes das praias do Atalaia, do Sueste e do Leão;
· Ingressar no mangue do Sueste;
· Ultrapassar os limites das bóias das baías do Sueste e dos Golfinhos;
· Usar nadadeiras e protetor solar ao mergulhar na praia do Atalaia;
· Fazer mergulho autônomo sem a supervisão de uma empresa credenciada pelo IBAMA.

 Fontes:
* Luck Receptivo
**noronha.pe.gov.br

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25 comments 12/05/2009

Caminhada Histórica em Fernando de Noronha

Pois é, depois de molhar MUITO nossas escamas nas águas de Noronha, e de falar MUITO sobre mar, peixinhos, tartarugas, golfinhos e mergulhos por mais de XX vezes (quantas posts mesmo???), vou finalmente colocar aqui um pouco da história de Fernando de Noronha. Para conhecer os pontos históricos da ilha, o ideal é fazer uma pequena trilha que nos leva aos principais sítios históricos, museus e ruínas de antigas fortificações. Essa caminhada é vendida pelas operadoras locais, e muitas vezes inclusa nos pacotes fechados, mas sinceramente, é tão gostosa de fazer por conta própria e tão fácil que, NÃO vale a pena comprar. A não ser que você prefira acompanhamento de guia, mas todos os pontos que possuem alguma história na ilha estão identificados com placas auto-explicativas.

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Antes de tudo, preciso que vocês entendam um pouco da história, claro, se vocês tiverem paciência de ler, segue abaixo:

Em decorrência da sua posição geográfica, Fernando de Noronha foi uma das primeiras terras localizadas no Novo Mundo. Em 1503, Américo Vespúcio chegou à ilha numa expedição financiada pelo fidalgo português Fernão de Noronha, que acabou dando origem ao nome da ilha. Suas terras foram disputadas no século XVII por holandeses (que a chamaram “Pavônia”) e no século XVIII por franceses (que a rebatizaram de “Ile Delphine”). As invasões motivaram a definitiva ocupação por Portugal, através da Capitania de Pernambuco, a partir de 1737, sendo construído o sistema defensivo com dez fortificações, o maior sistema fortificado do século XVIII no Brasil, dentre os quais a Fortaleza de N.Sª dos Remédios. Hoje boa parte do sítio histórico está destruída, apenas uma está relativamente inteira: a Fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios e a Igreja no centro. Depois o Arquipélago transformou-se num Presídio Comum, para presos condenados a longas penas. Foram esses presidiários que ergueram todo o patrimônio edificado e o sistema viário que interliga vilas e fortes. O cruel regime possuía solitárias e leitos de pedra, nos quais o prisioneiro mal podia se virar de lado. Tornou-se Território Federal em 1942. Em 1988 foi reanexada ao estado de Pernambuco.

A Vila dos Remédios é o ponto inicial da caminhada. Como já estávamos hospedados nela, pra nós foi fácil começar. Logo na descida da ladeira você avista o Palácio São Miguel (1947), construído pouco depois da ilha se transformar em base militar americana durante a segunda guerra mundial. Hoje é a sede administrativa. Dali, a poucos passos você chega ao centrinho da Vila dos Remédios, onde está a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios (1772). Em seu arredor tem ruínas dos tempos presidiários de Noronha como a Aldeia dos Sentenciados. Depois uma breve visita ao museu. Mais adiante está a Fortaleza de N.Sª dos Remédios (1937), uma breve subida e como todo bom Forte, além do apelo “histórico”, a paisagem é estonteante. Um belo mirante que separa o Morro do Pico de um lado e a Enseada do Porto do outro. Como já havia falado, no início deste post, a Fortaleza é um dos únicos pontos que ainda permanece mais bem conservado. Os restantes dos sítios estão em ruínas mesmo. Uma pena.

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Palácio São Miguel (1947)

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Igreja de Nossa Senhora dos Remédios (1772)

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Aldeia dos Sentenciados

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Fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios

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Então, esses são os principais pontos históricos da caminhada, porém se você esta com vontade de prosseguir siga pela trilha da praia do Cachorro, Meio e Conceição. No Cachorro ainda é possível ver alguns sítios históricos como o Forte Sant’Anna e a bica do Cachorro. Se você não quiser, curta o pequeno centro da Vila, como as lojinhas de artesanatos, correio, banco, restaurante…

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Loja de Artesanato local

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14 comments 10/05/2009

Golfinhos (Flippers) de Noronha

Você pode deixar de fazer várias coisas em Noronha, mas nunca, em hipótese alguma, deixe de fazer o passeio de barco pela ilha!

Simples, o passeio em si é bem light, mas a emoção de começar a avistar os golfinhos não tem preço, ops, retificando, tem sim e custa em torno de R$ 75,00 pax (catamarã).
Saindo do porto de Santo Antônio, o barco percorre o mar de dentro e ao entrar na Baía dos Golfinhos, se você tiver sorte, logo começa avistar os primeiros golfinhos. Esses curiosos cetáceos parecem que foram contratados para dar o espetáculo, mas ao contrário do que muita gente pensa, eles estão lá acompanhando o barco por um único motivo: distrair o alvo (barco) para proteger o grupo de fêmeas e filhotes que está passando lá longe. E isso eles conseguem bem, com salto miraculosos a gente nem percebe a presença do grupo protegido. Pura estratégia! E claro, nós, simples turistas que não entendemos bolhufas de golfinhos, só pensamos em uma coisa quando vemos eles saltarem: Flippers!!! Que alegria, sessão da tarde nostalgica em plena Fernando de Noronha. Plim Plim. E o barco vibra… as crianças então ficam super contentes. Dá uma vontade de pular na água…

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O barco continua o passeio e vai até a ponta da Sapata. Na volta ao passar na baía do Sancho pára para um mergulho (snorkeling). Todo mundo entra na água, e eu claro, só torcendo pra que dessa vez a gente tivesse sorte de encontrar com um flipper pelo caminho. Mas a medida que vamos nos afastando do barco (para um mergulho mais sossegado e longe da multidão), o guia logo manda voltar. Pra quem não sabe, mergulhar com os golfinhos na ilha é proibido, mas se você estiver dentro da água e eles aparecerem, é claro que NÃO vai mandar eles embora, vai??? Muito menos sair da água… De qualquer maneira, mesmo tentando, não conseguimos ver nenhum. :cry:

Apesar de light, o snorkeling no Sancho é super interessante, é feito a 50 metros da praia sobre uma laje repleta de peixinhos (nem vou citar as espécies que são muitas)… O mar aquele dia estava meio agitado, então a visibiliade ficou um pouco comprometida, mesmo assim conseguimos enxergar 20 metros de profundidade (bom para um mar agitado). O passeio todo dura em torno de 4 horas, se você tiver paciência e gostar de ver os golfinhos, vale muito a pena.

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12 comments 03/05/2009

Praias Urbanas em Noronha?

E quem disse que Fernando de Noronha não tem praias urbanas?

Pensou em agito, areia cheia de gente, guarda-sóis e ambulantes para todos os lados??? Hã???
Não, nada disso!

“Praias urbanas” em Noronha significa: Praias de fácil acesso pelo centrinho e que tem uma certa infra-estrutura (alguns barzinhos). Três (3) praias fazem parte dessas “urbanisses” e são as preferidas dos nativos, dos surfistas e “daqueles” que também procuram um pouco de azaração no arquipélago.

Do Cachorro
Fica bem pertinho da Vila dos Remédios, é só descer uma escadaria. Antigamente esta praia possuía uma fonte com a cara de um cachorro, por isso o seu nome. Hoje a fonte não existe mais, mas a bica d’água doce é muito disputada por ali (acho que é a única na ilha toda). Na parte alta existe as ruínas da Fortaleza Sant’Ana, e dali que você consegue ver a praia toda. Á noite, o bicho pega no Bar do Cachorro, o mais badalado da ilha.

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Fortaleza Sant’Ana

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Do Meio
É a praia que separa a do Cachorro e da Conceição. Nos períodos de ressaca, essa praia fica proibida para banho. Mas a galera do surfe adora pegar onda por aqui. Na divisa com a praia da Conceição tem uma pedra chamada “Pião”, que o formato se assemelha á um pião, grande com uma base bem fina. Segundo os especialistas, esta pedra é a prova de que na ilha não existe tremores de terra, senão ela não estaria mais ali se equilibrando.

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Da Conceição
Das praias urbanas, esta com certeza é a mais badalada. Aqui fica o famoso bar “Duda Rei”, onde muita gente se encontra no final da tarde para tomar cerveja, petiscar, ver o por do sol e também azarar. No verão é bem freqüentada por surfistas, pois as ondas ficam mais fortes nessa época. Dali você tem uma bela visão do Morro do Pico. Há duas maneiras de se chegar lá, pela areia desde a praia do Cachorro, ou por uma estrada esburacada que sai na frente da prefeitura de Noronha.

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12 comments 26/04/2009

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