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Fernando de Noronha: dicas e informações úteis.

Então lá vou eu pra super seleção de dicas e informações úteis sobre Fernando de Noronha (pra fechar com chave de ouro). Espero que ajude e facilite a todos!
 
Obs: As dicas são MINHAS, ou melhor, relativas à minha experiência sobre esta viagem. Portanto, contém muitas informações de caráter pessoal. Do meu gosto, do meu jeito… Não venha reclamar depois que eu indiquei algo que não foi legal, pois o que pode ser legal para um pode não ser proveitoso para outro. Tudo vai depender do estilo de viagem que você está pretendendo fazer e do que você GOSTA de fazer! Tire suas próprias conclusões e se você gostar das dicas, aproveite-as.

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Onde Fica?
Fernando de Noronha é um arquipélago que pertence ao estado de Pernambuco. É formado por 21 ilhas e ilhotas, situado no Oceano Atlântico, a leste do estado do Rio Grande do Norte. A ilha principal tem 17 km² e fica a 545 km do Recife e a 360 km de Natal.
 
Como vou? Quanto tempo leva?
Existem duas opções de saídas para Fernando de Noronha, por Natal ou por Recife. Apenas duas companhias aéreas fazem este trajeto: Trip e Varig. A viagem dura em torno de 1 hora (pode variar dependendo de onde você sai). A maioria dos pacotes turísticos oferecem saídas destes destinos e tendem a ter cidades conjugadas (Natal + F. Noronha ou Recife + F. Noronha). Eu particularmente não aconselho esse tipo de pacote, pois eles oferecem apenas 3, no máximo 4 noites no arquipélago e tudo tem que ser feito muito rápido na ilha, não aproveitando realmente o que o lugar tem a oferecer.
 
Quando ir? Qual a melhor época do ano?
Em Fernando de Noronha, a temperatura média é de 28 graus na terra e 26 graus no mar, tendo apenas duas estações: uma seca (de setembro à março) e outra chuvosa (de abril à agosto). Entre abril e novembro, o mar-de-dentro fica bem calmo e Fernando de Noronha se torna um super atrativo para banhistas e mergulhadores. Nessa época é possível aproveitar bem as praias do Sancho, Baía dos Porcos e outros lugares como Cacimba do Padre, Conceição, etc. No período de dezembro a março o mar-de-fora fica mais calmo, nesse período os ventos fazem que o mar-de-dentro fique com ondas gigantes e as praias se tornam impróprias para banho, mas em compensação própria para surfistas. Então se você NÃO gosta de surfar, e puder escolher um mês para viajar, dou apenas um conselho: Vá em SETEMBRO, dizem ser a MELHOR mês de Noronha!

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TPA (Taxa de Preservação Ambiental), o que é isso? Tenho que pagar?
Todos os visitantes e turistas são obrigados, pela Lei N° 10.403/89, a pagar a Taxa de Preservação Ambiental, destinada a assegurar a manutenção das condições ambientais e ecológicas do arquipélago. O valor atual dessa taxa é de R$ 36,69 por dia/pessoa.
Para agilizar o processo e evitar a fila no aeroporto, o ideal é se adiantar e pagar a TPA pelo site oficial de Fernando de Noronha: noronha.pe.gov.br

O que levar?
Para uso diurno: Na maior parte do tempo você vai utilizar muita, eu digo, MUITA roupa de banho. Então ao fazer suas malas use e abuse de biquínis e saídas de banho. Além delas, procure levar roupas leves e confortáveis para fazer caminhadas e outras atividades (de preferencia de secagem rápida). Se você ficar um período razoável na ilha, leve várias peças de roupa pois por lá tudo suja muito fácil. Um tênis ou papete é essencial para as trilhas. No restante do tempo a boa e velha havaianas é o suficiente.
Para uso noturno: O que mais gosto de Noronha é que tudo é muito simples. Na ilha não é possível fazer uso de salto alto, então leve apenas sapatos confortáveis. Em geral o pessoal se veste bem simples pra ir jantar ou sair, nada impede de você levar aquele vestido bonitinho, mas nada social please!!
Por precaução, leve um agasalho, mas dificilmente você irá usá-lo.
 
Alguns itens que não podem faltar na sua mala:
· protetor solar (muito)
· chapéu ou boné
· mochila (para os passeios)
· papete ou tênis com solado aderente (para molhar)
· óculos escuros
· máquina digital e caixa estanque se você tiver.
· remédios (especialmente dramin se você enjoa)
· repelente
· equipamento de mergulho (nadadeiras, máscara e snorkel) – se você tiver, leve, se não tiver pode alugar lá.
 
Importante: Leve também dinheiro em espécie, porque a maioria dos estabelecimentos comerciais do arquipélago não trabalham com cartão de crédito. O Banco Real é o único banco com uma agência no arquipélago e não há casas de câmbio.
 
Quantos dias devo ficar?
Hum… Eu adoro Fernando de Noronha, então sempre aconselho as pessoas a ficarem 7 dias no arquipélago. Geralmente não gosto daqueles pacotes que ficam apenas 3-4 dias na ilha, pois acho que não conseguirá ver/fazer tudo que a ilha tem a oferecer (experiência própria). Mas muita gente acha que 4 dias é o suficiente… então vai depender do que você pretende na sua viagem, apenas CONHECER ou VIVER a ilha?
 
Quanto custa?
Ulalá… Chegamos na p$or parte. Fernando de Noronha é conhecido por ser um destino CARO. E devo afirmar, é caro mesmo!
Um pacote de 8 dias custa em torno de R$ 3000 (baixa) a R$ 4000 (alta) – saindo de São Paulo. Se você pesquisar bem, em baixa temporada consegue valores em torno de R$ 2500. Isso pra ficar em pousadas domiciliares (bem simples). Se você optar por aquelas pousadas com muitos golfinhos (estreladas), você pode pagar MUITO caro por um pacote.
 
Para você ter uma idéia dos valores das pousadas:
Pousada domiciliar: diárias entre R$ 120 – R$ 250.
Pousadas com Muitos Golfinhos: diárias entre R$ 300 – R$ 600.
Pousadas VIPS: a partir de R$ 600,00.
 
Sobre os valores de passeios, segue uma listinha de referência em baixa temporada:
· Caminhada R$ 35,00
· Ilhatur R$ 80,00
· Passeio de Barco R$ 90,00
· Aquasub R$ 85,00
· Trilha do Leão R$ 50,00
· Trilha da Atalaia R$ 55,00
· Trilha do Golfinho R$ 50,00
· Mergulho R$ 250,00
· Aluguel de Buggy R$ 150,00
· Aluguel de Moto R$ 120,00
· Aluguel de Equipamento de Mergulho (pelo período da hospedagem) R$ 20,00
 
Sobre valores de comes:
· valor médio de uma refeição principal em restaurante simples: R$ 25,00 por pessoa
· valor médio dos pratos em restaurante à la carte: R$ 50,00 (2 pessoas)
· valor do festival gastronômico na Pousada Zé Maria: R$ 150,00 por pessoa

Onde ficar?
Na ilha, existe uma classificação bem ordenada de pousadas, que ao invés de “Estrelas” chamamos de “Golfinhos”.
SISTEMA DE HOSPEDARIA DOMICILIAR= 1 Golfinho,
HOSPEDARIAS DOMICILIARES SELECIONADAS = 2 Golfinhos,
POUSADAS VIPS=3 Golfinhos,
 

FN2009_89SISTEMA DE HOSPEDARIA DOMICILIAR (Domiciliares):
Funciona assim, pousadas que não são VIPs, são chamadas de domiciliares. Para ser uma pousada domiciliar basta ter alguns quartos, frigobar, ar condicionado, televisão, banheiro privativo e chuveiro quente. Geralmente são casas de ilhéus que foram reformadas para ter uma “certa” estrutura para receber turistas. Mas tudo é muito simples (inclusive as acomodações). Então se você pegar um pacote que tiver incluso pousadas domiciliares, torça pra que ela seja legal e limpinha, mas esqueça o luxo e a frescura! Na verdade a infra-estrutura das pousadas tem melhorado muito nesses últimos anos, mas ainda deixa muito a desejar. Muitas vezes você vai achar o valor cobrado um absurdo pelo que oferece. Quartos apertados (nem sempre com a higiene ideal), café da manhã bem simples (sempre igual), açúcar (algumas vezes com formigas) e outras coisinha mais…
Na primeira vez que estive em FN, eu fiquei na Pousada da Germana. Desta vez fiquei na Solar das Andorinhas (ambas na Vila dos Remédios). Quando chegamos na Solar das Andorinhas, eles nos deram o “pior” quarto que tinha na pousada, para você ter uma idéia tínhamos que entrar na cama pelos pés, pois ela estava literalmente enfiada em um buraco. Mas reclamamos e depois de duas noites nos colocaram em um quarto BEEEEEEM melhor. Uma pena que não tirei foto do primeiro quarto, mas do segundo segue abaixo. E depois que entrei nele eu fiquei super feliz.
São inúmeras as opções de hospedagem domiciliares: olhe neste site.
 

FN2009_90HOSPEDARIAS DOMICILIARES SELECIONADAS:
Pousada que oferece um pouco mais de infra-estrutura.
Eis alguns exemplos:
Pousada Sueste, Hotel Dolphin, Maratlântico, Estrela do Mar, Pousada do Vale, Filó e Beco de Noronha.
 

 

FN2009_91POUSADAS VIPS:
Zé Maria, Maravilha, Solar de Loronha, Solar dos Ventos, Teju-Açu.
 

 

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Pousada Solar das Andorinhas

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Depois que ficamos neste quarto ficamos felizes…Pousada Solar das Andorinhas

Onde Comer? Onde ir?
Eu me impressionei como evoluiu a culinária em FN nos últimos 4 anos. A qualidade melhorou muito e a ilha está cheia de opções para todos os gostos e bolsos. Deixo abaixo uma lista de lugares que eu fui e gostei:
CACIMBA BISTRÔ: Um bistrô sofisticado que fica na Centrinho. Bem gostoso.
VARANDÃO: Ótimo custo e benefício. Os pratos são bem elaborados e deliciosos, vale a pena mesmo. Fica na Vila do Trinta.
ZÉ MARIA: O Festival é muito bom (todas as quartas). A variedades de pratos é impressionante, e o serviço maravilhoso. Vale a pena conhecer. Nos outros dias, o restaurante funciona a lá carte. Fica na Floresta Negra.
TRICOLOR: Restaurante bem simples que fica localizado na Vila dos Três Paus. Especializado em moqueca de frutos do mar (bem saborosa) e deliciosos doces caseiros. Os donos são super simpáticos.
TOM MARROM: O peixe na bananeira é muito bom. Fica na Vila dos Remédios.
BAR DUDA REI: Bar que fica na praia da Conceição. Vende desde bebidas a pratos e petiscos. O pessoal se reúne sempre no final da tarde neste lugar.
BAR DO CACHORRO: Com certeza esse é o lugar mais agitado na noite Noronhense. Cada dia toca um ritmo de música, mas o forró é o mais frequentado. Fica no Mirante da Praia do Cachorro, a poucos passos do centrinho. A pizza é uma boa pedida pro fim da noite.
MUSEU DO TUBARÃO: Vende alguns pratos exóticos de tubarão. Não comi, mas achei o lugar bem bacana. Fica em frente ao Buraco da Raquel.

FN2009_88Festival Gastronômico Pousadas Zé Maria

Localize-se:
Tem mapas da ilha disponível do site: noronha.pe.gov.br

Operadora Local (que usamos):
Luck Receptivo

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Dicas Gerais:*
Fuso horário: Noronha possui o fuso-horário de 1 hora a mais em relação ao horário de Brasília, exceto quando está vigorando o horário de verão.
Recursos hídricos: Não existem nascentes na ilha, toda água consumida é proveniente da chuva e do mar (dessalinizada), por este motivo o racionamento é constante;
Energia: O abastecimento da ilha é feito através de uma usina termo-elétrica (85%) e por um aerogerador (15%), que operam durante 24 horas com voltagem de 220 volts.
Telefonia: É possível realizar ligações nacionais e internacionais, através de linhas convencionais ou de celular.
Televisão : Os principais canais de emissoras nacionais são retransmitidos à população, via parabólica;
Abastecimento: Tudo que é consumido na ilha é proveniente do continente. Essas mercadorias chegam prioritariamente de barco ou de avião e são vendidas à população nos dois pequenos supermercados da ilha;
Banco: Um agência bancária do Banco Real, opera na ilha. Tem caixas eletrônicos 24 horas.
Câmbio: Não existem casas de câmbio, por este motivo é recomendável fazer o câmbio no continente antes de embarcar para Noronha;
Hospital: Um hospital faz os atendimentos à população e visitantes. Casos mais graves são encaminhados ao continente;
Transportes urbano: Uma linha regular de ônibus circula pela BR das 6 ás 24 horas, atendendo à população e visitantes, além disso tem os táxis (buggys);
Palestras: Todas as noites há palestra no centro de visitante do Projeto Tamar/Ibama. Essas palestras começam ás 21 horas e terminam ás 22 horas. A entrada é gratuita e cada noite é abordado um tema, relativo ao meio ambiente, diferente;

Dicas de Segurança:*
Estando na ilha, é importante:

Não praticar atividades desacompanhado(a);
Utilizar a passarela para caminhar na BR;
Evitar se aproximar demais das encostas nos mirantes;
Beber bastante água e usar protetor solar durante os passeios;
Durante as trilhas recomenda-se o uso de tênis ou sandálias que prendam no calcanhar;
Recomenda-se não tocar nas vegetações e animais;
Observar as Leis do Parque Nacional antes de realizar atividades por conta própria, evitando assim problemas com a fiscalização;
Respeitar seus limites físicos não praticando atividades muito pesadas sem a devida recomendação médica;
Usar coletes salva-vidas sempre que entrar no mar aberto. Lembre-se de que você está em alto mar sujeito a correntes marinhas;
 
Leis Ambientais**
Fernando de Noronha é parte do Patrimônio Mundial Natural e deve ser conservado para as futuras gerações. Algumas práticas ambientais precisam ser respeitadas.

Portanto é proibido:
· Caça submarina, pesca e introdução de animais e plantas;
· Abater, perseguir, alimentar animais e coletar sementes, raízes e frutos;
· Coletar conchas, corais, pedras, animais vivos ou parte de organismos;
· Visitar as áreas do Parque no horário das 18h às 8h;
· Nadar, mergulhar e parar embarcações nas imediações da Baía dos Golfinhos;
· Abandonar lixo ou detritos, acampar, pernoitar e fazer fogo;
· Visitar as áreas que não sejam de uso público do Parque Nacional sem autorização do Ibama;
· Escrever ou pichar em rochas, árvores ou placas de sinalização;
· Mergulhar nas piscinas de Baía dos Porcos e no Buraco da Raquel;
· Caminhar sobre os arrecifes das praias do Atalaia, do Sueste e do Leão;
· Ingressar no mangue do Sueste;
· Ultrapassar os limites das bóias das baías do Sueste e dos Golfinhos;
· Usar nadadeiras e protetor solar ao mergulhar na praia do Atalaia;
· Fazer mergulho autônomo sem a supervisão de uma empresa credenciada pelo IBAMA.

 Fontes:
* Luck Receptivo
**noronha.pe.gov.br

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25 comments 12/05/2009

Caminhada Histórica em Fernando de Noronha

Pois é, depois de molhar MUITO nossas escamas nas águas de Noronha, e de falar MUITO sobre mar, peixinhos, tartarugas, golfinhos e mergulhos por mais de XX vezes (quantas posts mesmo???), vou finalmente colocar aqui um pouco da história de Fernando de Noronha. Para conhecer os pontos históricos da ilha, o ideal é fazer uma pequena trilha que nos leva aos principais sítios históricos, museus e ruínas de antigas fortificações. Essa caminhada é vendida pelas operadoras locais, e muitas vezes inclusa nos pacotes fechados, mas sinceramente, é tão gostosa de fazer por conta própria e tão fácil que, NÃO vale a pena comprar. A não ser que você prefira acompanhamento de guia, mas todos os pontos que possuem alguma história na ilha estão identificados com placas auto-explicativas.

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Antes de tudo, preciso que vocês entendam um pouco da história, claro, se vocês tiverem paciência de ler, segue abaixo:

Em decorrência da sua posição geográfica, Fernando de Noronha foi uma das primeiras terras localizadas no Novo Mundo. Em 1503, Américo Vespúcio chegou à ilha numa expedição financiada pelo fidalgo português Fernão de Noronha, que acabou dando origem ao nome da ilha. Suas terras foram disputadas no século XVII por holandeses (que a chamaram “Pavônia”) e no século XVIII por franceses (que a rebatizaram de “Ile Delphine”). As invasões motivaram a definitiva ocupação por Portugal, através da Capitania de Pernambuco, a partir de 1737, sendo construído o sistema defensivo com dez fortificações, o maior sistema fortificado do século XVIII no Brasil, dentre os quais a Fortaleza de N.Sª dos Remédios. Hoje boa parte do sítio histórico está destruída, apenas uma está relativamente inteira: a Fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios e a Igreja no centro. Depois o Arquipélago transformou-se num Presídio Comum, para presos condenados a longas penas. Foram esses presidiários que ergueram todo o patrimônio edificado e o sistema viário que interliga vilas e fortes. O cruel regime possuía solitárias e leitos de pedra, nos quais o prisioneiro mal podia se virar de lado. Tornou-se Território Federal em 1942. Em 1988 foi reanexada ao estado de Pernambuco.

A Vila dos Remédios é o ponto inicial da caminhada. Como já estávamos hospedados nela, pra nós foi fácil começar. Logo na descida da ladeira você avista o Palácio São Miguel (1947), construído pouco depois da ilha se transformar em base militar americana durante a segunda guerra mundial. Hoje é a sede administrativa. Dali, a poucos passos você chega ao centrinho da Vila dos Remédios, onde está a Igreja de Nossa Senhora dos Remédios (1772). Em seu arredor tem ruínas dos tempos presidiários de Noronha como a Aldeia dos Sentenciados. Depois uma breve visita ao museu. Mais adiante está a Fortaleza de N.Sª dos Remédios (1937), uma breve subida e como todo bom Forte, além do apelo “histórico”, a paisagem é estonteante. Um belo mirante que separa o Morro do Pico de um lado e a Enseada do Porto do outro. Como já havia falado, no início deste post, a Fortaleza é um dos únicos pontos que ainda permanece mais bem conservado. Os restantes dos sítios estão em ruínas mesmo. Uma pena.

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Palácio São Miguel (1947)

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Igreja de Nossa Senhora dos Remédios (1772)

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Aldeia dos Sentenciados

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Fortaleza de Nossa Senhora dos Remédios

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Então, esses são os principais pontos históricos da caminhada, porém se você esta com vontade de prosseguir siga pela trilha da praia do Cachorro, Meio e Conceição. No Cachorro ainda é possível ver alguns sítios históricos como o Forte Sant’Anna e a bica do Cachorro. Se você não quiser, curta o pequeno centro da Vila, como as lojinhas de artesanatos, correio, banco, restaurante…

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Loja de Artesanato local

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14 comments 10/05/2009

Golfinhos (Flippers) de Noronha

Você pode deixar de fazer várias coisas em Noronha, mas nunca, em hipótese alguma, deixe de fazer o passeio de barco pela ilha!

Simples, o passeio em si é bem light, mas a emoção de começar a avistar os golfinhos não tem preço, ops, retificando, tem sim e custa em torno de R$ 75,00 pax (catamarã).
Saindo do porto de Santo Antônio, o barco percorre o mar de dentro e ao entrar na Baía dos Golfinhos, se você tiver sorte, logo começa avistar os primeiros golfinhos. Esses curiosos cetáceos parecem que foram contratados para dar o espetáculo, mas ao contrário do que muita gente pensa, eles estão lá acompanhando o barco por um único motivo: distrair o alvo (barco) para proteger o grupo de fêmeas e filhotes que está passando lá longe. E isso eles conseguem bem, com salto miraculosos a gente nem percebe a presença do grupo protegido. Pura estratégia! E claro, nós, simples turistas que não entendemos bolhufas de golfinhos, só pensamos em uma coisa quando vemos eles saltarem: Flippers!!! Que alegria, sessão da tarde nostalgica em plena Fernando de Noronha. Plim Plim. E o barco vibra… as crianças então ficam super contentes. Dá uma vontade de pular na água…

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O barco continua o passeio e vai até a ponta da Sapata. Na volta ao passar na baía do Sancho pára para um mergulho (snorkeling). Todo mundo entra na água, e eu claro, só torcendo pra que dessa vez a gente tivesse sorte de encontrar com um flipper pelo caminho. Mas a medida que vamos nos afastando do barco (para um mergulho mais sossegado e longe da multidão), o guia logo manda voltar. Pra quem não sabe, mergulhar com os golfinhos na ilha é proibido, mas se você estiver dentro da água e eles aparecerem, é claro que NÃO vai mandar eles embora, vai??? Muito menos sair da água… De qualquer maneira, mesmo tentando, não conseguimos ver nenhum. :cry:

Apesar de light, o snorkeling no Sancho é super interessante, é feito a 50 metros da praia sobre uma laje repleta de peixinhos (nem vou citar as espécies que são muitas)… O mar aquele dia estava meio agitado, então a visibiliade ficou um pouco comprometida, mesmo assim conseguimos enxergar 20 metros de profundidade (bom para um mar agitado). O passeio todo dura em torno de 4 horas, se você tiver paciência e gostar de ver os golfinhos, vale muito a pena.

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12 comments 03/05/2009

Praias Urbanas em Noronha?

E quem disse que Fernando de Noronha não tem praias urbanas?

Pensou em agito, areia cheia de gente, guarda-sóis e ambulantes para todos os lados??? Hã???
Não, nada disso!

“Praias urbanas” em Noronha significa: Praias de fácil acesso pelo centrinho e que tem uma certa infra-estrutura (alguns barzinhos). Três (3) praias fazem parte dessas “urbanisses” e são as preferidas dos nativos, dos surfistas e “daqueles” que também procuram um pouco de azaração no arquipélago.

Do Cachorro
Fica bem pertinho da Vila dos Remédios, é só descer uma escadaria. Antigamente esta praia possuía uma fonte com a cara de um cachorro, por isso o seu nome. Hoje a fonte não existe mais, mas a bica d’água doce é muito disputada por ali (acho que é a única na ilha toda). Na parte alta existe as ruínas da Fortaleza Sant’Ana, e dali que você consegue ver a praia toda. Á noite, o bicho pega no Bar do Cachorro, o mais badalado da ilha.

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Fortaleza Sant’Ana

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Do Meio
É a praia que separa a do Cachorro e da Conceição. Nos períodos de ressaca, essa praia fica proibida para banho. Mas a galera do surfe adora pegar onda por aqui. Na divisa com a praia da Conceição tem uma pedra chamada “Pião”, que o formato se assemelha á um pião, grande com uma base bem fina. Segundo os especialistas, esta pedra é a prova de que na ilha não existe tremores de terra, senão ela não estaria mais ali se equilibrando.

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Da Conceição
Das praias urbanas, esta com certeza é a mais badalada. Aqui fica o famoso bar “Duda Rei”, onde muita gente se encontra no final da tarde para tomar cerveja, petiscar, ver o por do sol e também azarar. No verão é bem freqüentada por surfistas, pois as ondas ficam mais fortes nessa época. Dali você tem uma bela visão do Morro do Pico. Há duas maneiras de se chegar lá, pela areia desde a praia do Cachorro, ou por uma estrada esburacada que sai na frente da prefeitura de Noronha.

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12 comments 26/04/2009

Atalaia Trekking

Viagem quase chegando ao fim e tínhamos ainda um passeio MUITO importante a ser feito: a tão famosa Trilha do Atalaia. Na minha primeira visita a Noronha em 2005, a praia do Atalaia era facilmente acessada de carro. Na época havia uma estrada “lateral” ao Sueste onde todos os carros faziam fila e conforme a liberação do IBAMA, a gente ia entrando na praia. Dependendo do fluxo de turistas a fila chegava a demorar quase 2 horas (UI!). Depois de liberada a entrada, estacionávamos o carro lá em cima e descíamos uma breve trilha a pé até chegar a praia.

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Clique e veja as rotas das trilhas acima (Mapa: Google Maps)

Hoje em dia o esquema é diferente: pernas pra que te quero! Só é possivel chegar ao Atalaia por 2 opções de trilhas disponíveis: a menor (+ fácil) e não muito divulgada e a maior (+ difícil). A FÁCIL é moleza, uma trilha que sai atrás da Vila do Trinta e leva em torno de 30 minutos de caminhada até a praia do Atalaia, nível leve. A difícil é MUITO mais longa e se chama Trilha da Pontinha, que sai da Enseada da Caieira até a Praia do Atalaia e o trajeto leva em torno de 4-5 horas, mais ou menos 4 km de caminhada sobre pedras soltas, caminhos de terra, falésias e mirantes magníficos. O nível de dificuldade é alto e o IBAMA até um tempo atrás fazia com que você assinasse um termo de responsabilidade dizendo que você estava em plena condiçõoes de encará-la (vai que acontecesse alguma coisa :-? ). A trilha tem que ser feita com um Guia cadastrado e o valor do passeio custa em torno dos R$ 35,00 – 55,00. Mas vale muito a pena o esforço e o investimento.

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Fizemos a trilha mais longa (alguém tinha alguma dúvida?) só que ao inverso. Como nos dias que estavamos lá o mar tava meio estranho, a tábua da maré reagiu da mesma forma. Tivemos que sair por volta das 11h da manhã e ir direto ao Atalaia, pois além do fator maré, não poderíamos correr o risco de ficar sem a flutuação por conta do número de pessoas permitido pelo IBAMA por dia que não ultrapassa a cota dos 100. Saímos da Vila dos Trinta e em 30 minutos chegamos à Atalaia. Lá tivemos que esperar nossa vez pra entrar na piscina natural, onde o IBAMA controla o tempo dentro da água. A lei por lá é a seguinte: Nada pode. Não pode ficar mais do que 20 min na água, não pode usar nadadeira, não pode ficar de pé, não pode tocar nos corais, muito menos nos peixinhos, não pode entrar com protetor solar nem fazer xixi na água. Mas respirar (ufa) pode, e usar marcara e snorkel também (nao esqueça de levar)!!!

Aproveite bem, esses 20 minutos passam tão rápido, mas tão rápido que mal e mal dá pra dar uma voltinha completa… A piscina é linda, mas se você já faz scuba dive, não vai ter muita graça não. Mas de qualquer maneira é uma experiência digamos divertida e ligth. Tivemos uma surpresa super agradável, a felicidade de encontrar com um filhote de tubarão preso na piscina. Já ganhei meu dia ao conseguir a foto abaixo…

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 (mini mini mini moréia)…

Dica: Ao ouvir o apito do fiscal do IBAMA não se enrole muito, saia da água rápido pois corre o risco de você levar uma bela mijada!!

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E lá fomos nós encarar o restante da caminhada. Voltamos ao trajeto que descemos até chegar na bifurcação que leva a Trilha da Pontinha. O interessante é que em todo trajeto de caminhada a vegetação é rasteira e seca. Na verdade toda a vegetação de Noronha é mais parecida com a do Agreste Nordestino do que de uma praia litonânea. Nessa trilha a gente pode observar o xique-xique, cactus que preferem rochedos próximos ao mar (espertos eles não?). Ao caminhar podemos perceber o quão a ilha é grandiosa. Os paredões e a violência do mar-de-fora batendo contra as rochas dá uma sensação de impotência, nessas alturas a gente se sente tão pequenos como uma formiguinha na ponta do penhascos. A paisagem é exuberante, o contraste do solo vulcânico com o azul do mar emoldurado entre piscinas naturais que se formam nas encontas deixam qualquer um de boca aberta. E assim vai a caminhada, sobe e desce, passando por mirantes, da Pedra Alta, Pontinha, falésias e vista para Pedras Secas, Caverna do Capitão Kid, mergulhos em aquários naturais, caminhada de 800 metros e cima de pedras até chegar à enseada da Caiera. Não considero 4 km uma distância absurda, mas a a trilha cansa um pouco sim, pois além de toda a maratona, a gente ainda bate um bocado de perna dentro da água para ver os peixinhos.

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No final ainda tivemos a felicidade de poder dar algumas sardinhas às Fragatas e Atobás que estavam ali na praia. Tinha um pessoal pescando e nos cederam algumas sardinhas para alimentar os bichinhos. O problema foi que uma das fragatas errou o alvo, e ao invés de pegar a sardinha bicou meu dedo :mad: …pena que como elas eram muito rápidas não conseguimos registar o momento.

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Clássica MNB, na enseada da Caiera.

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Pronto, terminado a trilha. Saímos atrás do posto de gasolina de Noronha e voltamos pra pousada de Bugue (ainda bem que era de Bugue, pois acho que não aguentaria caminhar mais nenhum km).

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12 comments 22/04/2009

Glub, Glub em Noronha!

Ainda no clima mergulhante (risos, não custa aproveitar o embalo), vou descrever sobre a nossa imersão nas águas do arquipélago de Noronha. Como já havia comentado no primeiro post desta série, quando chegamos à ilha o primeiro procedimento foi marcar com a operadora Águas Claras os mergulhos de cilindro. Logo nos avisaram que o mar estava muito mexido, e quando eu falo MUITO, significa TÃO mexido a ponto de termos que remarcar várias vezes nosso mergulho até acharmos um dia melhor para nos aventurar. Mesmo assim, após várias remarcagens, tivemos pouca sorte com o mar, pois o mesmo continuou agitado. Para vocês terem ideia, o barco mal conseguia atracar no porto por causa das fortes ondas. Tudo teve que ser muito rápido, e óbvio, não demorou muito pra maioria do pessoal começar a passar mal e tratar os peixes. Inclusive eu, que posso me considerar uma marinheira experiente, passei TÃO mal, que estava quase desistindo de mergulhar, quando levei em consideração um velho truque que é tiro e queda: pular na água pra passar o enjoo! E lá fomos nós, pulamos na água e imediatamente submergimos, pois as ondas na superfície não estavam muito amigáveis. Confesso que nunca fiz um mergulho tão angustiante em toda minha carreira mergulhante. Durante toda imersão parecia que eu meu estômago estava nadando contra a maré, foi horrível, passei muito mal e não deu outra, quando subimos a superfície lá fui eu tratar os peixinhos de novo… :mrgreen:
Não teve jeito, o pessoal até tentou me convencer de descer de novo, mas não consegui e acabei ficando no barco, tava muito mal mesmo e pensei em não arriscar no segundo mergulho, vai que eu passo mal lá em baixo… :shock:
Mas o maridex não perdeu a oportunidade, se esbaldou na água. Mesmo assim, enjoada, consegui tirar varias fotos e o maridex também. Agora, apesar de toda essa maresia, o pessoal da operadora é muito dez, e o instrutor de mergulho, Bodão uma figura. Recomendo a todos!

Local do Mergulho: Caieira
Profundidade: 17 m
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Local do Mergulho: Buraco das Cabras (esse eu não fui!)
Profundidade: 13 m
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Temperatura de fundo: 24ºC
Operadora de Mergulho: Águas Claras
Data: Janeiro / 2009

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19 comments 29/03/2009

Um HIPOPÓTAMO na praia do Leão!

Sabe qual foi a primeira pergunta para o guia ao chegar a praia do Leão? O porquê do nome da praia ??? :???:
A explicação que ele nos deu é que no meio do mar existem duas formações rochosas (ilhas).
Uma delas, segundo os nativos se assemelha a forma de um leão marinho. Por várias vezes procurei algo que me lembrasse um leão nas pedras, mas acredito ter visto mais um semblante de um HIPOPÓTAMO :twisted: do que o leão marinho! :)
A segunda ilha é chamada de A Viuvinha, onde habitam as mesmas. Fácil de identificar, pois onde estas aves estão, manchas brancas se formam em várias partes da superfície rochosa, porque??? Porque as “cagadas” são acumuladas e deixam tudo branquinho, é até bonito de ver. :lol:

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Vai dizer que não parece um Hipopótamo (deitadinho)… Olhe bem…

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A Viuvinha e a Praia do Leão.

Enfim, a Praia do Leão com certeza é uma das mais belas paisagens do arquipélago e também consideradas uma das mais bonitas do Brasil. Também, não é pra menos, antes de chegar até ela é necessário descer uma trilha e a visão que se tem lá de cima é algo magnífico. Uma extensa faixa de areia avermelhada, água verde brilhante e muitos corais que formam piscinas naturais em ambas as extremidades. No canto direito, é possível observar esguichos (semelhantes a um gêiser) que quando a água bate por debaixo dos corais ela é espirrada pra cima por pequenas aberturas nos arrecifes. Antigamente era possível pisar sobre os corais e ver de perto esse fenômeno, mas ainda bem que o IBAMA se tocou e proibiu o acesso ao mesmo. Os corais agradecem ufa!!! Aqui também é o lugar preferido das tartarugas marinhas fazerem seus ninhos, entre os meses de Dezembro e Junho elas vêm até a praia desovar na areia, e neste período o controle ambiental é rigoroso e fica proibida a entrada de qualquer pessoa depois das 18h. No dia em que fomos visitar a praia, o mar simplesmente estava maravilhoso. A água estava perfeita para um mergulho de superfície e claro, fomos mais que ligeiros garantir nosso lugar ao mar. Pouca gente estava na água e foi perfeito o passeio. Não sei por qual motivo, mas as pessoas que vão a Noronha nem sempre aproveitam toda a exuberância que a praia tem a oferecer e muita gente por pura preguiça nem desce a trilha até lá em baixo, ou simplesmente não dão o valor estimado a esta praia. Uma pena, mas nós que conhecemos nos deliciamos com as areias branquinhas e toda a praia para aproveitarmos (praticamente sozinhos).

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Trilha até a praia…

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Mergulho (maridex não vai gostar de ver esta foto, ninguem manda colocar a cabeça pra fora da água…)

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Arraia.

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Uma lagosta é muito bom…

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Duas então, hum, melhor ainda!!

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O guia fazendo uma apnéia básica ao pé da A Viuvinha.

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29 comments 01/03/2009

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