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Pé na areia em Penha!
Na maioria das vezes me pego falando de destinos super diferentes, aqueles que todo mundo quer ou sonha em ir um dia! Acho que criei uma espécie de fixação por esse tipo de viagem, e sem querer (juro), acabo esquecendo dos lugares que estamos acostumados a visitar corriqueiramente. Então pra me redimir, antes de começar a falar de Noronha onde estive por esses dias, vou contar pra vocês um pouquinho de uma cidade do litoral de Santa Catarina chamada Penha, onde frequento desde pequenininha e continuo indo todos os anos, e sempre que tenho uma folga vou de novo. Aliás, foi ali que eu passei o Natal e o Reveillon este ano, e quase sempre, o de todos os anos!


Se não bastasse o mar tranquilo e limpo, ainda temos o privilégio de possuir uma natureza quase intacta na região. A vegetação que toma conta das encostas é a Mata Atlântica. Preservada por lei, é proibido todo e qualquer desmatamento local, mesmo na frente das casas que tem acessos à praia nenhum arbusto pode ser retirado. Os morros da região servem de plataforma para saltos de Parapentes e é comum avistar voadores entusiastas. Outra prática comum de avistar po lá é o cultivo de marisco. As bambonas azuis se incorporam à água, não é bonito não, mas não chega a estragar o cenário. O local chega a produzir o equivalente a 35.000 toneladas de marisco por ano

Mas nem só de peixe e “marisco” vive o homem, e depois que o parque do Beto Carrero World se instalou na cidade o turismo cresceu muito na região e Penha acabou sendo um roteiro bem procurado no Brasil e na América Latina nesses últimos anos. Além do parque temático, hoje Penha junto com a cidade de Piçarras contam com uma infra estrutura turística bem razoável para receber os visitantes, muitas pousadas e passeios extras como o de escuna que dá a volta em toda a baía e ainda de quebra dá uma paradinha na mais famosa ilha de lá para um mergulho: a “Ilha Feia”. Mas enganasse quem pensa que ela faz juz ao nome, pois de feia ela não tem nada. É uma ilha “virgem” que divide os municípios de Piçarras e Penha e surpreende qualquer um por sua beleza natural intacta. Vale a pena conhecer.

E o que eu faço por lá?
Bom… geralmente eu sento em uma cadeira de praia, bebo uma caipirinha, tomo sol e depois de torrar o coco por uma hora, parto para um bom mergulho no mar… no finalzinho da tarde uma agradável caminhada pela praia pra fechar um belo dia de férias. Aquela coisa, a gente não faz nada pra depois descansar…

Praia da Paciência 
» Praia de São Miguel
É a praia mais próxima do município de Navegantes. Praia de pescadores, ao entardecer a beira do mar fica cheia de embarcações que por ali ancoram. O mar geralmente é calmo e seguro para o banho.
» Praia do Lucas
Uma praia muito bonita e totalmente desabitada. Fica ao sul da Praia Vermelha e pode ser alcançada à pé. O mar aqui é aberto, então ondas são frequentes neste local. Mas quando calmo, a paisagem é paradisíaca.
» Praia Vermelha
Mar aberto e geralmente agitado, felicidade dos surfistas. Esta é uma das praias mais procuradas por eles em Penha. Pra chegar até ela é preciso pegar um trecho em estrada de terra. Perto daqui, fica um dos pontos de salto de Parapente. Muitos aterrizam nesta praia após o vôo.
» Praia Grande
Como quase todas as outras praias deste município, a do Grande é naturalmente delimitada por morros (um deles o Morro da Vigia). Este lugar já virou uma espécie de vilarejo e apesar de ainda não ter estradas adequadas (ainda a estrada é de chão), formou-se uma pequena estrutura de pousadas e restaurantes para atender a demanda.
» Ponta da Vigia
No mínimo você se perde 2 vezes antes de achar a estrada certa para subir no morro. Com acesso pela praia Grande, uma vez que você chega ao alto do pico, pode-se avistar algumas praias tanto ao sul, quanto ao norte. Se o céu estiver claro, conseguirá ver desde Barra Velha, Piçarras, Praia da Armação e a Praia Grande. O visual é lindo. Dica: melhor subir de carro.
» Praia da Paciência
A minha preferida! Uma pequena faixa de areia emoldurada pelas formações rochosas. Ao lado da praia, as pedras formam uma espécie de piscina natural e quando a maré baixa é possível avistar os peixes que ali habitam (super coloridos). O local possui um único barzinho, bem simples, mas o Marisco ao bafo deste lugar é divino, e fresco, retirado do mar na hora do pedido. Pra chegar até lá, basta pegar a mesma estrada que vai ao morro da Vigia e seguir à esquerda. Um ótimo lugar pra ir com crianças. Muitas pessoas procuram aqui para fazer snorkel pois a água é muito limpa, eu também!
» Praia da Armação do Itapocorói
As chamadas ”armações” eram os locais onde antigamente trabalhava-se com a pesca de baleias, hoje, ainda bem, não se pesca mais esses animais, mas muitos habitantes deste local ainda vivem do trabalho do mar. É por aqui que as embarcações dos pescadores ficam ancoradas. A paisagem é belíssima e o mar é muito calmo, sem ondas. Este é um dos poucos lugares que tem uma rua pequena à beira mar, dá pra passear de carro por lá.
Dica: ótimo lugar pra curtir um o pôr do sol. Neste lugar há bons restaurantes também.
» Praia da Armação
O lugar onde fico e adoro. É uma praia relativamente extensa, com seis quilômetros de faixa de areia, abrange as praias do Manguinho, Fortaleza e Quilombo. No verão é a praia mais frequentada e agitada. Mas vale lembrar que não existe rua à beira mar, portanto as ruas de acessos laterais simplesmente lotam na alta temporada, e é difícil achar local pra estacionar.
» Praia da Saudade
Uma praia bem simpática e charmosa, cercada por morros. Porém é bem pequena e residencial. Ela possui um calçadão e tem estacionamento. Daqui a visão da ilha Feia é muito bonita. Vale a pena conhecer, porem o mar é um pouco mais mexido, deve-se tomar cuidado.
» Praia Alegre
Para as crianças, pura diversão. O mar aqui é muuuuuuito calmo. Pros papais, alguns quiosques na calçada garantem a cervejinha e bons petiscos. Mas não espere por águas cristalinas neste local, pois dois rios desembocam ao lado da faixa de areia e a água do mar torna-a bem escura.

Um pedacinho da Ilha Feia.

Praia da Armação de Itapocorói
Alguns Bons Restaurantes:
16 comments 15/01/2009
Treze Tílias: O Tirol Brasileiro

Se a Margarida viesse ao Brasil e conhecesse Treze Tílias “O Tirol Brasileiro”, com certeza ela falaria que as únicas coisas que faltariam no cenário para ficar bem parecido com a Áustria seriam os castelos, os alpes e a neve… Acertei Margarida???
Pois bem, frio até faz na região oeste de Santa Catarina, mas não chega a nevar (de vez em quando em São Miguel do Oeste) ![]()
Alpes definitivamente não fazem parte do cenário, mas temos alguns “morros” com vaquinhas pra complementar eles… ![]()
E Castelos, hummmm… nenhum, mas isso também não importa, pois pra compensar temos muito comida tirolesa, chopp e dança.
Treze Tílias é uma cidadezinha de 5.000 habitantes situada no Oeste de Santa Catarina (há 470 km de Florianópolis). A cidade foi fundada por imigrantes da região do Tirol (um dos 9 estados da Áustria) que queriam escapar da grave crise econômica que assolava a Europa no período entre-guerras. Estes imigrantes buscavam melhores condições de vida em outros países. O então Ministro da Agricultura da Áustria, Andreas Thaler, estava a procura de um território que parecesse um pouco com o estado do Tirol. Em Santa Catarina (Brasil), achou uma região montanhosa com altitude de 850 metros que se assemelhava muito ao Alpes Tiroleses, e com essas condições ele acreditava que o seu povo se adaptaria mais facilmente à mudança. Em 10 de setembro de 1933, veio o primeiro grupo de 85 imigrantes tiroleses e se instalaram na região. A colônia recebeu então o nome de Dreizehnlinden, que traduzindo ao português ficou “Treze Tílias”. A tília é uma árvore muito comum na Áustria e que se adaptou muito bem ao município. Vários outros grupos de imigrantes, na maioria originários do Tirol Austríaco, juntaram-se depois aos pioneiros. Hoje, cerca de 60% da população de Treze Tílias têm descendência austríaca e mantêm suas tradições até hoje!
A cidade possui o único consulado Austríaco de Santa Catarina e também o único do Brasil localizado em uma cidade do interior.
Desde então Treze Tílias sempre viveu de atividades agropecuárias, mas em 1990, depois que a cidade virou cenário da novela “Ana Raio e Zé Trovão”, começou a ser explorado o turismo na região. Com uma rede hoteleira bem estruturada e vários pontos turísticos, virou uma ótima opção para passar o final de semana!! Um lugar charmoso e bem pacato por sinal. Não há registros de analfabetismo e nem de violência no local. As casas têm belos jardins e não se vê muros. Lá tudo é tão caprichado que a arquitetura da cidade é toda feita em estilo alpino, com entalhes nas madeiras, galo nos telhados e varandas com muitas flores. É comum andar na rua e não ouvir as pessoas falando português e sim, o alemão, aliás a língua faz parte da grade curricular nas escolas! Além das belezas naturais a cidade é conhecida como o “Tirol Brasileiro” porque oferece aos visitantes uma série de opções com base na cultura e no folclore tirolês, como os grupos de dança folclórica, o canto coral, a Banda dos Tiroleses, as esculturas em madeira (considerada Capital Catarinense da escultura em Madeira) e a gastronomia austríaca, com pratos típicos como: spätzle, tiroler knödel, apfelstrudel, etc…
O artesanato local também é riquíssimo (nem preciso falar o estilo) e os chocolates então, são uma delícia!!!


Prefeitura de 13 Tílias.
Pontos turísticos
Castelinho/ Museu Municipal Andreas Thaler
Foi residência da família do fundador da cidade, Andreas Thaler, e ficou conhecida como Castelinho. Depois de 2002 passou a abrigar também o Museu Municipal Andreas Thaler.
Praça Andreas Thaler
Uma praça bem cuidada e florida. Vale a pena der uma voltinha por esse lugar.
Parque dos Sonhos
No centro da cidade, possui vários atrativos como o labirinto verde, produtos coloniais, alambique artesanal, e no local também há uma fábrica de sorvetes, onde se realiza a Festa do Sorvete em novembro.
Parque Lindendorf
O Parque Lindendorf, com 45 mil metros quadrados, possui uma minicidade, replica do Tirol. Lá também tem um restaurante onde além da comida típica, há apresentações de danças típicas. O local possui um lago com carpas coloridas e famintas e você poderá alimentá-las. Não saia de lá sem provar a deliciosa sobremesa: apfelstrudel.
Vale das Tílias
A maior área de lazer de Treze Tílias é o Termas Internacional Vale das Tílias, parque aquático com águas termo-minerais e rodeado de muito verde, com cabanas, toboágua, rampa, rio lento, bar molhado, piscina para adultos e crianças.
Trilha Ecológica
Uma caminhada até a Capela Maria Dreizehnlinden, com fazendas, praças, esculturas e alguns bichos como capivaras e avestruzes podem ser vistos pelo caminho.



Parque Lindendorf e apresentação folclórica.

Clássica MNB em 13 Tílias.
11 comments 22/12/2008
Oeste de Santa Catarina: Rota da Amizade
Estava pensando… Nada mais justo que começar a falar um pouquinho do meu estado de origem: SANTA CATARINA. Esporadicamente vou fazer alguma postagem do oeste e meio-oeste Catarinense, região que eu considero belíssima e muita pouca gente conhece (ainda). Pra vocês se situarem melhor, estou falando especificamente da região entre a BR 116 e a fronteira com a Argentina, conhecida como Rota da Amizade (ver mapa abaixo).

Mapas: Rota da Amizade
Não existe nenhuma cidade grande por lá, pelo contrário, cidadezinhas pequenas mas que possuem muito charme e tradições. Uma lugar com culturas e costumes diversos. A tradição gaúcha, por exemplo, é muito forte por lá. É corriqueiro ver toda manhã as pessoas sentadas nas varandas de suas casas tomando um belo chimarrão. Sem falar dos CTGs (bailes gaúchos), com vestimenta típicas que frequentemente agitam os sábados de uma cidade daquele interior.

A cultura europeia também está fortemente presente, mais especificamente as tradições austríacas (minha antecedência), belíssimas que até hoje mantém suas raízes como na cidadezinha charmosa de Treze Tílias, considerada o Tirol Brasileiro. A cultura italiana, claro, que não podia faltar no Vale da Uva e do Vinho (Videira, Tangará e Pinheiro Preto). Em Fraiburgo, o cultivo de maçãs é famosíssimo, pudera, é responsável por quase metade da produção nacional. Temos também fontes de águas termo-minerais, como o município de Piratuba, que é muito procurado no estado. Turismo rural em Chapecó. Algumas das maiores empresas de alimentos são de Concórdia e região (Perdigão e Sadia).

Dança Típica Tirolesa em Treze Tílias (Foto: Picasa)
Sem falar que a região possui um apelo histórico muito forte. A Guerra do Contestado por exemplo, foi uma das mais sangrentas revoltas ocorridas no Brasil e deixou mais de 25 mil mortos na época. Graças à ela, Santa Catarina pode definir seus atuais limites territoriais, e as marcas dessa revolução podem ser vistas em lugares como Irani, Caçador e Curitibanos.
Em Joaçaba, outra cidade do meio-oeste Catarinense (minha terra Natal), recentemente foi inaugurada a 3º maior estátua religiosa do mundo: o Monumento Frei Bruno. Ele ganhou fama de milagreiro e conquistou milhares de fiéis. A crença no frei é tamanha que os devotos organizam documentos para iniciar o processo de beatificação. Esta estátua com 37 metros de altura, segundo relatos, só perde em tamanho para a Estátua da Liberdade e o Cristo Redentor. Sem falar que Joaçaba possui o melhor carnaval do sul do Brasil, é mole? :-)

Carnaval em Joaçaba
Enfim, têm muita coisa legal pra ver e visitar no oeste Catarinense. Basta saber por onde começar e eu claro vou devagar, mas com classe, pois o próximo post será sobre Treze Tílias!
Principais municípios:
Concórdia, Chapecó, Videira, Piratuba, Joaçaba, Treze Tílias e São Miguel do Oeste.
14 comments 17/12/2008
Saco do Batismo | Bombinhas-SC
O primeiro mergulho de uma pessoa além de nostálgico é uma experiência super divertida. Depois de uma viagem longa de barco (foram duas intermináveis horas de Bombinhas até a Reserva do Arvoredo), risadas, muito enjôo e comida de sobra pra alimentar os peixinhos (é que passei muito mal mesmo galera), o melhor é colocar a roupa úmida, apertada, e diga fétida, e logo pular na água para passar o mareado!
O dia estava simplesmente maravilhoso e nosso mergulho de Batismo não poderia ter sido melhor. Água super calma, ótima visibilidade, peixes e muitas nadadeiras de principiantes levantando areia e estragando tudo! Mas vá lá, nessa hora tudo é festa e para nossa sorte, minha e da Sil, além de muitos peixinhos e estrelas do mar, avistamos um cavalo marinho que é dificílimo de achar naquela região. Andréa, a instrutora, em tanto tempo de mergulho nunca tinha visto um e ficou louca da vida que não mostramos pra ela… Sorry!
Pena que não conseguimos registrar nenhum momento subaquático, afinal, era batismo e além do lazer, tínhamos treinamentos para cumprir! O pessoal da Patadacobra são super atenciosos e profissionais. Recomendo a quem quer mergulhar em Bombinhas-SC ou fazer o curso.

Local do Mergulho: Saco do Batismo – Bombinhas – SC
Profundidade: 8 m
Visibilidade: 10 m
Temperatura de fundo: 25ºC
Data: Março/ 2005
Glub, glub pra vocês…
Add comment 21/10/2007
















