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Los Roques: Dicas e Informações Úteis!
Ufa!!
Demorei mais ACHO que consegui fazer uma seleção de dicas e informações úteis sobre Los Roques. É bem provável que tenha esquecido alguma coisa (ou muita), mas acredito que já vai ajudar bastante os outros trips que irão para este paraíso venezuelano. Pessoal, se quiserem complementar as dicas, fique a vontade nos comentários abaixo.
Obs: As dicas são MINHAS, ou melhor, relativas à minha experiência sobre esta viagem. Portanto, contém muitas informações de caráter pessoal. Do meu gosto, do meu jeito… Não venha reclamar depois que eu indiquei algo que não foi legal, pois o que pode ser legal para um pode não ser proveitoso para outro. Tudo vai depender do estilo de viagem que você está pretendendo fazer e do que você GOSTA de fazer! Tire suas próprias conclusões e se você gostar das dicas, aproveite-as.
Onde Fica?
Los Roques é um arquipélago pertencente à Venezuela. Está situada no mar do caribe (11 51’37.23”N 66 45’03.90”W), a aprox. 150 km de Caracas. É considerado parque nacional desde 1972, e possui uma área de 221,120 hectares, sendo o maior parque marinho do mar do caribe.
Quando ir? Qual a melhor época do ano?
Los Roques é bom o ano inteiro. A temperatura média anual é de 27º C, e as chuvas são escassas. Na alta temporada (junho, julho, dezembro, janeiro) tudo lota e a ilha fica cheia de turistas. A época de lagosta é de novembro a abril, se você gosta de comer essa delícia, programe sua viagem para essa época.
Como vou? Quanto tempo leva?
O trajeto até Los Roques se resume em 3 aéreos: São Paulo > Caracas > Los Roques.
Existem duas companhias que fazem o trajeto São Paulo (GRU) > Caracas (CCS), que são VARIG(GOL) e TAM.
Para ambas, você consegue usar suas (20.000) milhas e economizar alguns dólares! O tempo de viagem é em torno de 5h30 até chegar ao aeroporto Simon Bolívar em Maiquetía. Estas são as suas opções de CIAS e horários:
VARIG(GOL) – (Guarulhos/Caracas – 11h00/15h30 e Caracas/Guarulhos – 22h45/06h00)
TAM – (Guarulhos/Caracas – 23h55/06h10 e Caracas/Guarulhos – 07h50/16h40).
Dependendo da companhia escolhida acima, você terá que pernoitar em Maiquetía ou na ida ou na volta. Se for TAM dorme na volta, se for VARIG(GOL) dorme na ida.

De Caracas à Los Roques são apenas 40 minutos de avião (leia-se teco-teco). Existem várias companhias (de teco-tecos) que fazem este trajeto, porém é preciso ser bem cauteloso na escolha da mesma. Muitas CIAS já faliram (ou vão falir) e outras simplesmente não estão mais operando!!! Quando estavamos fazendo o check in, tinha um rapaz com um voucher que ele havia comprado pela internet e simplesmente a companhia aérea não existia mais, e ele estava lá com o bilhete na mão sem saber o que fazer.
As duas melhores companhias operantes (ainda) são AEROTUY (LTA) e RAINBOW, portanto se você tiver que escolher, pegue uma dessas duas para garantir. Ambas possuem aviões (teco-tecos) antigos, que chegam a dar medo, mas apesar do pavoroso aspecto, sobrevivem bem ao trajeto (pelo menos eu sobrevivi). Dizem que tem ar condicionado, porem no nosso avião ele não funcionou direito, quase morri de calor.
AEROTUY – (Maiquetía/Los Roques – existem vôos às 6, 8, 9h30 e 17hrs, mas depende do dia da semana, veja no site).
RAINBOW – (Maiquetía/Los Roques – não tem site, e pra saber dos itinerários, só diretamente no balcão no aeroporto de Maiquetía)
O grande problema dessas companhias é o sistema de reservas que é praticamente inexistente. Elas não possuem portais de compras on-line e por conta disso muita gente deixa pra adquirir as passagens diretamente no balcão do aeroporto em Maiquetía, funciona massssss o risco de ficar sem vôo é grande!! Principalmente se for alta temporada.
Portanto algumas dicas muito importantes:
1) Pra facilitar, quando você fizer a reserva da sua pousada, informe-se se eles fazem a reserva do aéreo também. Se fizerem, agende com eles essa parte. Pode parecer meio estranho e incerto, mas funciona bem, facilita muito além de você poder pagar tudo junto para a pousada.
2) Outra maneira de conseguir seu aéreo, é entrar em contato com o “famoso” Jesus (je_1971@hotmail.com). Ele é o típico “Dr. Faz Tudo” na ilha, é instrutor de mergulho, organizador de passeios, agente de turismo, enfim… Entre em contato com ele e agende seu aéreo, é mais fácil.
Aero Tasas (taxas aeroportuárias), o que é isso? Tenho que pagar?
Éhhhh dessas taxas não dá pra escapar não!!! Ao todo são 3 (obrigatórias) que terás que pagar, segue relação:

Taxa Aeroportuária Nacional – pago na ida. Depois de fazer o check-in vá ao balcão AERO TASAS e as pague antes de entrar no saguão de embarque para Los Roques. Valor: BsF 27,5/pax,
Taxa de Preservação do Parque Nacional do Arquipélago de Los Roques – pago na chegada à ilha. Valor: BsF 55,00/pax,
Taxa Aeroportuária Internacional – paga no retorno, depois do check-in no balcão da AERO TASAS antes de embarcar pro Brasil. Valor: BsF 137,50/pax.
Dica: Se programe e guarde Bolívares para pagar essa taxa internacional no retorno, pois eles não aceitam cartão de crédito e pagar me dólar nem pensar…
Indo do Aeroporto Internacional Simón Bolivar para o Aeroporto Nacional de Maiquetía.
Depois de pegar suas bagagens e passar pelo raio-X, ao sair do saguão pegue o corredor à esquerda “conexão nacional”. Este corredor vai te levar até o aeroporto nacional. Existe a opção de você sair do aeroporto internacional e ir por fora para o aeroporto nacional. Sempre à esquerda.
Cambiando (cambio) em Maiquetía/ Caracas
Cambio oficial U$1 = BsF 2,15
Cambio Negro U$1 = BsF 5 a 6.
Antes de ir, li muito sobre a questão dinheiro x malandragem venezuelana. Já sabíamos que fazer o câmbio oficial era inviável, pois eles pagam U$ 1= BsF 2,15. Já no cambio negro que rola solto no aeroporto de Maiquetía, paga U$ 1 = 5-6 BsF. Sabíamos também que cambiar no mercado negro além de vantajoso era BEM arriscado. Li histórias cabulosas de cambistas que pegam seu dinheiro e quando você está distraído trocam a sua nota de U$100 boa por uma falsa e te devolve dizendo que seu dinheiro é ruim… E nessa brincadeira, você pode levar um bom preju. Depois de tantos alertas, nossa preocupação era de nos prevenir dos MALANDROS. Sabe o que fizemos? Levamos U$300 em notas de U$20, grampeadas de 5 em 5. Assim, eles não tinham como trocar nossas notas (pois estavam grampeadas), ou mesmo dizer que eram falsas, já que “geralmente” eles aplicam esse golpe sobre notas de U$ 100. E funcionou… Deste modo não tivemos problemas nenhum ao fazer o cambio no aeroporto. Trocamos com um senhor, no terminal nacional, em frente ao balcão da Aerotuy. Porém acho que trocamos dinheiro demais, foram U$ 400 pela cotação de 5 BsF. Tinha lido que em Gran Roque era impossível trocar dinheiro que não fosse ao cambio oficial, e não quis correr o risco de ficar sem Bolívares lá. Mas foi em Gran Roque que achamos a melhor cotação. E engana-se quem acha que não tem lugar pra trocar na ilha. Qualquer biboca troca seu dinheiro a 5 BsF, 5,5 BsF e até 6 BsF. Na pousada mesmo conseguimos trocar a 5,5 BsF. Hoje eu trocaria apenas U$ 100 em Maiquetía para pagar as taxas e trocaria todo o restante em Gran Roque!
Então vamos as dicas:
1) não pague nada em dólar e muito menos no cartão de crédito. Pague tudo em Bolivares Forte, você estará economizando mais da metade do valor.
2) evite trocar com qualquer pessoa dinheiro no aeroporto de Maiquetía, se precisar, prefira com os funcionários de crachás no aeroporto. Você vai notar que antes mesmo de sair da esteira da bagagem, já tem gente te oferecendo cambio…
3) troque pouco dinheiro em Maiquetía (U$ 100 é o suficiente), pois em Gran Roque além de não ter problemas com malandragem, o cambio está bem melhor.
4) use a dica de grampear o seu dinheiro, é uma boa maneira de evitar dor de cabeça.

Limite de Bagagem.
Trecho internacional Sao Paulo > Caracas: 32 kg.
Trecho nacional Caracas > Los Roques: 10 kg.
Sobre a bagagem de mão, eles pesam junto. Então nada de coisas pesadas…
Mas tivemos sorte, pois nossas bagagens excederam o peso e não nos cobraram o excesso. Uma delas deu 14 kg e outra 12 kg. Mas se você tiver que pagar excesso, o valor por quilo extra é de $2.
O que levar?
Arrumar as malas pra Los Roques é uma delícia. Esqueça todos os seus apetrechos “peruas/mauricinhos” em casa e coloque apenas roupas de praia na sua bagagem. Muitos biquínis, saídas de banho, shorts, vestidinhos/bermudas, suas havaianas e só. Los Roques é rústico. É impossível usar salto alto ou vestido de night por lá. Simplicidade a flor da pele. Agora abuse no protetor solar!! Chapéu é essencial, óculos de sol também. Repelente eu levei, mas não usei. Porém de qualquer forma é bom se prevenir. Leve muito pós-sol.
Não se esqueça da máquina fotográfica.
Quantos dias devo ficar?
No mínimo 4. A viagem é muito cansativa para apenas ficar um final de semana. Eu fiquei 7 dias e achei pouco, pois cada dia queria visitar uma ilha diferente. E se voce for mergulhar, cada mergulho tem 2 imersões e ocupa um dia praticamente todo. Eu reservaria 6 dias, mas vai depender da sua disponibilidade.
Quanto custa?
Bom, existem operadoras nacionais de turismo que oferecem o pacote de 7 dias a partir de U$ 1300 por pessoa (sem o aéreo). Veja: Vectra Travel
Se você for por conta, pode conseguir bons preços e economizar um bom dinheiro, mas já vou avisando que dá um trabalhão!!! Se você tiver disposição, o mesmo pacote de 7 dias pode sair em torno de U$ 900 por pessoa, ficando em uma pousada bem bacana com pensão completa e alguns passeios inclusos. Se você optar em ficar em lugares mais simples, a economia pode ser maior ainda. Mas é preciso pesquisar bem, negociar com a pousada, ir atrás do aéreo e ainda assim avaliar qual seria a melhor opção de pacote para o seu bolso. Mas não se esqueça de contabilizar os passeios, mergulhos e outras coisas a mais no seu budget…
Veja alguns preços/valores (ano 2009). Esses preços podem variar muito dependendo da época, da sua negociação e da sua sorte! Se você pechinchar pode conseguir bons descontos, segue:
Valores Aéreos (passagens):
Passagem São Paulo > Caracas: em torno de U$ 600 + taxas (ida e volta) – ou troque por 20.000 milhas/fidelidade.
Passagem Caracas > Los Roques: varia de U$ 200-250/pax (ida e volta) – na baixa temporada esse preço pode baixar significantemente.
Valores de diárias em pousadas:
Pousadas mais simples: a partir de U$ 50
Pousadas de bom padrão (todos esses valores podem ser negociados e variam dependendo a temporada):
Bed & Breakfast: a partir de U$ 75
Meia pensão: U$ 100
Pensão Completa: U$ 120
Pensão completa + todos os passeios de barco inclusos: U$ 140
Valores de passeios:
Cayos:
Madrisquí: BsF 25
Francisquí: BsF 30
Rasquí: BsF 30
Bancos de Areia:
Muerto, Fabian e Vapor: BsF 40
Crasquí: BsF 60
Noronquí: BsF 60
Rabusquí: BsF 60
Sarquí, Espenquí: BsF 70
Carenero: BsF 80
Tours:
Francisquí e Madrisquí: BsF 50
Sarquí e Espenquí: BsF 80
Carenero e Sarquí: BsF 90
Crasquí e Noronquí: BsF 100
Cayo de Agua e Dos Mosquises: BsF 120
Boca Sebostopol: BsF 120
Boca de Cote e Crasquí: BsF 120
Aluguéis:
Bote por dia: BsF 1200
Sombrinhas: BsF 25
Cadeiras: BsF 5
Snorkeling e Nadadeiras: BsF 35
Mergulhos:
Uma saída com 2 mergulhos: BsF 450 (U$ 90)

Comes e Bebes (preços gerais):
Cerveja: BsF 5-7
Filé de Pargo (Restaurante em Francisquí): BsF 65
Refeição (Restaurante Florida em Crasquí): BsF 40
Drinks: BsF 30-40
Vinho Garrafa: BsF 100
Vinho Copo: BsF 20

Onde ficar?
A ilha está repleta de pousadas. Existe hospedagem para todos os gostos e os preços em geral são bem acessíveis.
Elas são bem rústicas, mas bem estruturadas e a grande maioria é administradas por italianos. É difícil escolher entre tantas opções, acho que o fator decisivo nesse caso são os valores que acabam sendo proporcionais ao conforto. Como já falei nos posts anteriores, em Los Roques não existem restaurantes e as pousadas oferecem serviço de pensão completa para facilitar a sua vida. Vale muito a pena optar por esse serviço. Informe-se também se o lugar onde você ficará possui barco, pois se estiver incluso na sua estada pode significar uma boa economia. Ficamos na Pousada La Cigala e fomos muito bem atendidos. O serviço foi impecável e eu recomendo!
Abaixo segue uma listinha de pousadas, separadas por categorias:
Pousadas mais baratas (e bastante procuradas por brasileiros):
Dona Magalis
Dona Carmen
Roquelusa
El Recuerdo
Juan Fel
Pousadas Superiores (preços intermediários):
La Cigala
Paraizo Azul II
Guaripete
Bequeve
La Movida
Piano Y Papaya
Mediterraneo
Pousadas Luxo (preços mais salgados):
Galapagos by Chana
Natura Viva
Macanao
Acuarela
Malibu
Onde Comer? Onde ir?
Tem poucas opções, por isso você acaba levando seu almoço todo dia com você. Se você optar por pensão completa, é a pousada que se encarrega de fazer seu almoço, colocar em um recipiente plástico e mandar junto com as bebidas dentro de um cooler. Se você não quiser pensão completa, o jeito é se munir de muitos salgadinhos e besteiras comprados em alguma mercearia de Gran Roque, pois só existem restaurantes em 2 ilhas – Francisquí e Crasquí – e nem sempre estão abertos, ou pasme, tem comida!!
Em Francisquí, existe apenas um restaurante. O filé de Pargo é bem gostoso, mas se você quiser garantir sua refeição, avise-os ao chegar à ilha que você pretende almoçar lá, senão pode ficar sem almoço por conta da demanda.
Em Crasquí, tem 2 restaurantes. O rapaz da pousada nos aconselhou a comer no Florida, pois segundo ele era mais confiável. O lugar é bem estranho, mas a comida apesar de simples estava bem gostosa.
Em Gran Roque existem mais opções disponíveis. São bares que servem petiscos/comidas também: Aquarena, La Gotera e El Canto de La Balena.

Restaurante Florida – Crasquí

Bar/Restaurante Aquarena – Gran Roque
Dicas Gerais:
Idioma: espanhol
Fuso Horário: 1h30 hora a menos em relação ao horário de Brasília.
Moeda: Bolívar Forte (BsF)
Documentos: Brasileiros precisam de passaporte com validade mínima de 06 meses e certificado internacional de vacina contra Febre Amarela

32 comments 04/10/2009
Los Roques: Passeio = Ilhas!
Quando se está de férias em um paraíso, sem responsabilidades, só existe uma coisa que pode nos deixar ligeiramente preocupados indecisos: Qual passeio fazer?
Pra quem ainda não pegou o espírito da coisa, a palavra “passeio” em Los Roques está diretamente ligada à palavra “ilha“. Então ficaria mais correto colocar essa frase dessa maneira: Qual ilha visitar hoje?
…ah dúvida cruel…
E são tantas opções que fica difícil mesmo dar prioridade a elas. Há ilhas pra todos os gostos, desde a mais freqüentada até bancos de areia minúsculos onde provavelmente você será a única pessoa a estar lá. Dá uma vontade imensa de conhecer tudo, mas como o arquipélago possui mais de 50 ilhas, isso é uma missão impossível para apenas oito dias. Além do mais, não são todas as praias que estão abertas ao púbico, por ser um parque nacional, apenas algumas delas podem ser acessada por nós humanos. Mas quem liga? Acredito que as mais bonitas estão ali dando sopa para os visitantes.
Coloquei abaixo os passeios que fiz e acredito que sejam os principais a serem feitos em Los Roques. Apenas dou uma dica valiosíssima, nos finais de semana prefira ir às praias mais distantes, pois as pertos (Madrisquí e Francisquí) ficam lotadas com turistas-venezuelanos de final de semana.
1) Cayo de Agua, Dos Mosquíses e Espenquí
Valor por pessoa: 120 BsF
É o passeio mais “longe”, mas foi o meu preferido. Leva em torno de 1h20 de barco até chegar em Cayo de Agua, isso se você tiver sorte de pegar o mar bom, senão o barco vai batendo na ida e você vem tomando um banho na volta. O lugar é esplendido, disparado a praia mais bonita de Los Roques. É menos freqüentada e por isso guarda uma beleza selvagem. Areias branquinhas, mata preservada e muitas, digo MUITAS gaivotas famintas. O mais interessante desse local, é que o mar se encontra na divisão das ilhas e isso forma um momento KODAK perfeito. Ninguém resiste em ficar horas dentro da água, eu mesma saí enrugada de lá. Ah, se você gosta de mergulhar, tem um snorkel interessante no lado esquerdo da praia.

Cayo de Agua: esplêndido.
Enrugada dentro da (cayo de) água…


Gaivotas famintas…
Panorâmica de Cayo de Agua: clique para apliar.
Depois o barqueiro nos levou à ilha de Dos Mosquíses para conhecer a “Fundacion Cientifica de Los Roques”, uma espécie de projeto TAMAR de preservação das tartarugas marinhas. Mas não chega nem aos pés! O ingresso para ver alguns tanques com tartarugas marinhas custa 5 BsF, não é caro, mas mesmo assim não vale o que cobra. O senhor que nos recebeu deu uma explicação bem sem-vergonha sobre as tortugas (que não levou nem 5 minutos) e pronto, acabou! Aos fundos desse projeto tem uma trilha que leva a uma espécie de museu (que não passa de alguns painéis de fotos) bem mal conservado por sinal. Nada demais!

Dos Mosquíses

Projeto de preservação das tartarugas marinhas…

Saindo de Dos Mosquises, a próxima parada desse passeio é a ilha de Espenquí, onde é feito um snorkel para ver grandes peixes papagaios. Só achei um peixe grande e esse saiu correndo nadando de mim. Não consegui nem sequer tirar foto do loro… Fora o snorkel, a praia não é bonita.
Mas o que vale a pena nesse passeio (e muito) é Cayo de Agua, satisfação absoluta! ![]()
2) Noronsquíses e Crasquí
Valor por pessoa: 70 BsF
Saímos de Gran Roque animados pois é em Noronquíses que é possível fazer snorkel com as tartarugas marinhas (não, não estou falando de Noronha). E dizem que é no primeiro horário que a gente consegue “o encontro” com elas. Fomos os primeiros a chegar na ilha e a medida que o barco ia se aproximando da praia avistávamos várias tartarugas nadando, mas assim que atracamos elas sumiram. Não as culpo, pois logo após nosso barco, chegaram mais quatro e foi o suficiente para elas irem todas embora. Não consegui ver nenhumazinha sequer no snorkel, snif. Se eu fosse tartaruga também me mandava ao ver aquele monte de turistas mascarados batendo perna na água… ![]()
Mas a ilha é bem bonita, e ficamos curtindo a paisagem.
Depois fomos para Crasquí, outra ilha bem bacana, que possui 2 restaurantes e vários pelicanos. A paisagem como sempre é linda, e por causa do vento muita gente faz Kite surf no local. Comemos um peixinho no restaurante Juanita, bem simples. Neste mesmo restaurante você pode alugar alguns equipamentos aquáticos como caiaques, vela, windsurf e pedalinhos. Caminhamos ao longo da praia e a paisagem é de tirar o fôlego. Lindíssima!

Noronquíses
Crasquí

3) Francisquí
Valor por pessoa: estava incluso no valor da pousada, mas custa em média 30 BsF.
Esta ilha é uma graça, porém é a mais procurada de Los Roques. Há muitos iates-barcos ancorados e sempre está cheia de turistas. Nos finais de semana, os venezuelanos se apossam desse lugar, especialmente na alta temporada. Possui um restaurante (que nem sempre está aberto) e se você quiser comer um peixe lá, é bom solicitar com certa antecedência (1 ou 2h), senão pode ficar sem (já que eles não costuma fazer um estoque muito grande de comida). A alguns passos da praia, seguindo pela trilha, há uma piscina natural entre os corais para fazer o melhor snorkeling de Los Roques. A paisagem é deslumbrante especialmente o banco de areia que avança mar a dentro. É possível caminhar metros sem afundar, na melhor sensação caminhando sobre as águas.

Francisquí




Filé de Pargo no único restaurante de Francisquí.
4) Madrisquí
Valor por pessoa: estava incluso no valor da pousada, mas custa em média 25 BsF.
Fica à apenas 5 minutos de Gran Roque, e geralmente é a primeira opção de quem está chegando ao arquipélago. É um lugar bem pacato, sem infraestrutura nenhuma. Possui algumas casas ao longo da costa. O que mais me impressionou nessa praia é a inúmera quantidade de peixes na beira mar, para entrar na água é necessário pedir licença. Os pelicanos fazem a festa dando tiros certeiros na água. E têm MUITOS! O fluxo de barcos é constante, talvez pela facilidade, então por mais que ela seja calma, sempre terá mais alguém na praia com você.
Madrisquí


Os graciosos pelicanos.
5) Cayo Vapor
Valor por pessoa: estava incluso no valor da pousada, mas custa em média 30 BsF.
Ao invés de Cayo Muerto, optamos por esta ilha deserta. Queríamos algo “mais” romântico, com uma paisagem “mais” exuberante do que apenas areia. Indicaram-nos Cayo Vapor, que seria uma ilha deserta “perfeita” se não fosse por um casal de venezuelanos que tiveram a mesma idéia (no mesmo dia)!!! Já que não tínhamos como mudar o destino, tentamos ignorar o casal intruso e curtir o lugar como se fosse só nosso, mas… bem que eles podiam falar mais baixo (risos)!! Deixando esse detalhe de lado, a ilha é lindíssima e eu recomendo muito. É bem pequena, possui alguma vegetação e é possível dar a volta nela em apenas alguns minutos. Pouca gente vai pra lá e por ficar do lado da barreira de corais, a sensação de ilha “perdida” aumenta. Se você der sorte, tem a ilha toda pra você… mas provavelmente irá ter que dividir seu lanche com alguma gaivota faminta. Nessa ilha só tinha uma!

Deu pra notar que todas as ilhas são belíssimas, né?
Umas mais, outras menos, mas cada uma com sua beleza particular… E uma coisa eu posso garantir, o mar em qualquer uma delas é assim, belíssimo e simplesmente azul!
30 comments 01/09/2009
Los (Gran) Roques!
Não fui a única pessoa no avião a suspirar quando o piloto sobrevoou o arquipélago de Los Roques. Naquele instante, ao olhar tantas ilhas verdes contrastando com os tons azuis do mar, tive a certeza que esse era exatamente o lugar que eu desejava estar. Se até aquele momento eu ainda sentia alguma espécie de receio, a partir dalí eu o havia transformado em fascínio e uma vontade imensa de aterrissar logo o avião e colocar os pés na areia. A ilha estava alí, toda rústica e acolhedora para nos acomodar. Assim que saímos do avião, ao sentir a brisa do mar caribenho sabia que essa semana iria ser indescritível. E foi!


Ruas em Gran Roque

A ilha de Gran Roque era exatamente como eu imaginava. Um lugar pequeno (apenas 1500 habitantes), com casas modestas, chão de areia, e rodeada por um mar esplendidamente azul. Tudo gira em torno do turismo. As pessoas locais são simples, e num passe de mágica os turistas se tornam humildes neste lugar. A ilhota está cheia de pousadas singelas, porém muito charmosas e com um serviço invejável. Seus donos, em sua maioria Italiana, cuidam pessoalmente de todos os detalhes para deixar a estada ainda mais proveitosa. A começar pela acolhedora recepção, que engloba uma longa explicação do arquipélago e todos os passeios imagináveis. Quase todas as posadas (como são chamadas por lá) possuem barcos que podem levar os hospedes para as ilhas mais próximas (Francisqui, Madrisqui, Cayo Muerto, Cayo Vapor e outros Cayos pertos). Além do translado, ao chegar no seu destino, o próprio barqueiro monta o kit-praia (cadeiras, guarda sol e cooler), deixa você lá com todo o apetrecho e busca na hora combinada.

Lojinhas perto do Píer.

Aguardando a chegada dos barcos.

Praia em Gran Roque
A rotina diária se resume assim: tomar o café da manhã, ir para o píer na hora marcada, embarcar no barco, desembarcar na ilha escolhida, torrar no sol, almoçar a marmitex (frio) que está dentro do cooler, murchar na água, retornar à posada, jantar, sair pra tomar um drink e dormir.

Almoço em estilo Marmitex!
Por falar em comida, eu fiquei admirada com a culinária da nossa Posada La Cigala. O café da manhã era simples, o pão foi substituído por “arepas venezuelanas” – uma espécie de “tapioca”, porém menor e feita com farinha de milho. Era nos servido também omelete, waffles e algumas geléias pra acompanhar. O almoço seguia no estilo marmitex, com salada, arroz gelado e sanduíche – que era preparado previamente e colocado em um recipiente que ia no cooler junto com você pra alguma praia. Mas o jantar, ahhhhh o jantar, esse sim era D-I-V-I-N-O. Servido no melhor estilo à Inglesa, super elaborado e incluía entrada fria e quente, prato principal e sobremesa. Uma delícia! Surpreendente.

Posada La Cigala
Area comum da pousada.

Acomodações

Café da Manhã – La Cigala

Pessoal preparando nosso jantar
Uma entrada do jantar…
É em Gran Roque que se concentra a maior parte da população do arquipélago. Mas nem por isso tem muitas coisas a se fazer por aqui! Há poucas lojas (bem modestas por sinal), uma farmácia, um banco, uma igreja (mas não tem padre) e algumas mercearias. Existem apenas 4 veículos motorizados, e esses prestam serviços públicos como abastecimento de água, recolhimento de lixo, segurança local, etc. Há um farol histórico na ilha, que alias é o melhor lugar para ser ver o por do sol. A caminhada é curta, leva apenas uns 20 minutos e a vista que se pode apreciar lá de cima é espetacular. Dá para observar todo o povoado de Gran Roque.

Clique na imagem para ver a panorâmica de Gran Roque.

Pôr do Sol no Farol

Não há muitas regras na ilha, principalmente em relação aos horários. Tudo começa tarde e termina cedo! O café da manhã é servido às 8h. Geralmente os passeios/barcos saem em torno das 9h30 da manhã. Mas essa regra nem sempre é cumprida, podendo demorar 1 hora a mais. O ultimo horário para sair das ilhas é às 17h. O jantar é servido às 19h. Para os mais entusiastas, há 2 bares que são bem legais, possuem pufs e cadeiras na areia – Aquarena e La Gotera – mas não se empolgue, pois as 23:00 (no Max.) eles fecham e o silêncio paira sobre Gran Roque.

Bar Aquarena


Detalhes charmosos das casas/posadas locais.
Após esse momento, o som predominante é do vento batendo suavemente nas folhas durante a noite. Para acordar o melhor despertador é o som dos pequenos aviões que logo cedo aterrissam no arquipélago. E assim começa mais um dia no paraíso…

29 comments 16/08/2009
Los Roques – da preparação à viagem.
A primeira vez que li sobre Los Roques foi em uma revista que não me recordo qual. Lembro que era uma reportagem ilustrada falando da beleza e intitulando o lugar como Tahiti Caribenho. O texto trazia muitas informações, porém uma preciosíssima: a que os turistas ainda não tinham “invadido” aquele lugar. Isso era tudo que uma reportagem podia relatar para mim, que sou aficionada por lugares diferentes!

Tratei logo de “googlear” sobre o destino e voilá que encontro o site *antiguinho* do Ric, e com todo aquele apelo “Caraca” no texto, me encantei de novo. Li, reli, e comecei a buscar e pesquisar o destino na net cada vez mais. Na época cheguei a cotar com uma operadora (não lembro qual), mas o pacote completo incluindo o aéreo ficava um absurdo e acabou dando com os burros na água. Tá, a vontade passou e viajei pra outros lugares nesse meio tempo, juntando milhas. Ano retrasado o Breno postou Los Roques com muuuitas fotos de mergulho… e PRONTO, não faltava mais nada pra eu decidir definitivamente que iria pra lá. Nessas alturas já estávamos com milhas (20.000/pax) suficientes pra trocar pela passagem aérea, que já significava uma economia de U$ 900/pax. Me organizei e este ano fui correndo na agência da TAM aqui em Curitiba e a minha maior surpresa foi saber que, o trecho aéreo que a princípio seria apenas GRU>CCS, se transformou em CWB>GRU>CCS. Não tinha a mínima idéia que as milhas cobriam todo o trecho interno também… Eu imaginava que todas as passagens que provinham de milhagens cobriam apenas saídas a partir de São Paulo. Melhor ainda, com o aéreo definido, só faltava escolher a pousada e nos mandar pra lá!!!
Nos blogs que relatavam Los Roques (que não são muitos), li sobre pousadas como Dona Magali, Dona Carmen, Guaripete, Ecochallenge, Macanao, etc… E depois de várias pesquisas positivas, optamos em ficar na La Cigala com pensão completa. Achei melhor não errar na hospedagem, pois já sabia que Los Roques seria um lugar bem rústico e a comida diária iria depender diretamente da qualidade da pousada. Pra quem não sabe e está querendo ir pra lá, não existem restaurantes na maioria das ilhas. É a pousada que faz sua marmita refeição e manda junto em um cooler cheio de bebidas, para você poder almoçar e passar o dia. Se você não optar por pensão completa, pode ficar sem almoço. E já imaginou se a comida for horrível???? Venhamos, já passou nosso tempo de pindaíba pra ficar em qualquer lugar. Hoje em dia eu primo por uma boa hospedagem (boa comida e banho de água quente pelo menos), e sinceramente acho que Los Roques é um desses lugares que não dá pra economizar na hospedagem, senão você pode se dar mal e ficar morrendo de vontade de voltar pra casa antes do tempo.
Depois de tudo arranjado, acho que a pior parte da pré-viagem foi fazer as malas. O peso permitido por pessoa no trecho Caracas > Los Roques pela empresa que estávamos usando – Aerotuy é de apenas 10 kg/pax. Minha mala, sozinha, já pesava quase 5 kg (:-?). O jeito foi enxugar ao máximo o peso. Pouca roupa, alguns biquínis, saídas de banho, vestidos e nenhum sapato além da boa e velha havaiana (ops, tinha tbm do tênis que foi no pé). Mesmo assim, a hora que fui colocar os apetrechos indispensáveis como protetores, cremes pós-sol, xampu, condicionador, repelente, etc… Minha mala já estava pesando 14 kg, e a do maridex uns 12 kg. AZAR, fomos assim mesmo, com a certeza que iríamos pagar excesso de peso.
Saindo de São Paulo, o vôo até Caracas é um pouco cansativo, pois a TAM faz uma conexão em Manaus que demora um pouco. Chegamos a Caracas, às 6:00 da matina e nosso avião para Los Roques saía às 9:00. Chegamos cedo ao balcão da Aerotuy para fazer o check-in e na hora de despachar nossas malas, ninguém falou nada do excesso de peso (acho que tivemos sorte). Pagamos as taxas nacionais obrigatórias (BsF 27,5/pax), e ingressamos no portão correspondente. Nosso vôo que era pra sair às 9:00, acabou saindo apenas às 11:00, sem nenhuma explicação. O avião da Aerotuy é um dos melhores que faz este trecho aéreo, mas mesmo assim é antigo e o ar condicionado não dá conta do recado. Êta calor!

Saguão Nacional – Aeroporto Maiquetía

Taxa Aeroportuária Nacional = BsF 27,5
Antes de ir, li muito sobre a questão dinheiro x malandragem venezuelana. Já sabíamos que fazer o cambio oficial era inviável, pois eles pagam U$ 1= BsF 2,15. Já no cambio negro que rola solto no aeroporto de Maiquetía, paga U$ 1 = 5-6 BsF. Sabíamos também que cambiar no mercado negro além de vantajoso era BEM arriscado. Li histórias cabulosas de cambistas que pegam seu dinheiro e quando você está distraído trocam a sua nota de U$100 boa por uma falsa e te devolve dizendo que seu dinheiro é ruim… E nessa brincadeira, você pode levar um bom preju. Depois de tantos alertas, nossa preocupação era de nos prevenir dos MALANDROS. Sabe o que fizemos? Levamos U$300 em notas de U$20, grampeadas de 5 em 5. Assim, eles não tinham como trocar nossas notas (pois estavam grampeadas), ou mesmo dizer que eram falsas, já que “geralmente” eles aplicam esse golpe sobre notas de U$ 100. E funcionou… Deste modo não tivemos problemas nenhum ao fazer o cambio no aeroporto. Trocamos com um senhor, no terminal nacional, em frente ao balcão da Aerotuy. Porém acho que trocamos dinheiro demais, foram U$ 400 pela cotação de 5 BsF. Tinha lido que em Gran Roque era impossível trocar dinheiro que não fosse ao cambio oficial, e não quis correr o risco de ficar sem Bolívares lá. Mas foi em Gran Roque que achamos a melhor cotação. E engana-se quem acha que não tem lugar pra trocar na ilha. Qualquer biboca troca seu dinheiro a 5 BsF, 5,5 BsF e até 6 BsF. Na pousada mesmo conseguimos trocar a 5,5 BsF. Hoje eu trocaria apenas U$ 100 em Maiquetía para pagar as taxas e trocaria todo o restante em Gran Roque!


Aeroporto em Gran Roque – avião da Aerotuy
Foi mais fácil do que imaginávamos. Não tivemos nenhum problema (fora o atraso da Aerotuy). E devo dizer que a visão que se tem do arquipélago lá de cima é algo indescritível. Toda e qualquer rotina fica pra trás no momento da aterrizagem. Só sentir a brisa do mar já é uma delícia. Logo que desembarcamos em Gran Roque ainda tivemos uma parte burocrática que foi pagar a taxa do Parque Nacional (BsF 55,00/pax), mas depois foi só alegria. O pessoal da pousada já estava nos esperando no aeroporto e apenas a alguns passos estávamos devidamente instalados e prontos pro mar. O resto vou deixar para a próxima postagem…

Taxa PNLR = BsF 55,00

33 comments 02/08/2009
A caminho… Los Roques!
Estou no aeroporto em CWB (usufruindo das facilidades da sala HSBC PREMIER) e quase embarcando ao esperado destino: LOS ROQUES!
Ficarei offline por esses dias, afinal férias é férias e areia não combina muito com laptop, né??? Então dei folga (merecidas, aliás) pra ele também…
Responderei aos comentários somente quando retornar no dia 27!
Abraços e me desejem muuuuuuito sol e calor. Adoro!

10 comments 17/07/2009
Dentro do Aquário Dominicano.
Como pode uma entrada de mergulho passar tão rápido? Pois assim aconteceu (em janeiro de 2006, só estou colocando este post agora) e olha que foram exatamente 57’ dentro da água, um tempo relativamente bom para uma imersão. Todo mundo que vai pra República Dominicana volta falando maravilhas e mostra fotos subaquáticas lindíssimas (muito mais bonitas que as minhas tiradas com uma máquina descartável)! Resolvemos conferir e o ponto escolhido foi Aquarium em Bayahybe. Um mergulho sem dificuldades alguma, com profundidade máxima de 14 metros, 15 m de visibilidade, grande diversidade de peixes e formações de corais lindíssimas. Um fator muito importante é que a condição climática da República permite fazer mergulhos durante o ano inteiro. Nossa operadora foi a Venta Diving, com o instrutor Virgilio, italiano 5 estrelas que nas férias vai fazer Scuba Pro por lá. Mas sei que existem diversas operadoras e dependendo da região que você está, pontos de mergulhos incríveis. Vale a pena!





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