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Key Lime Pie: torta de limão americana!
Essa é a sobremesa oficial de Key West. Ir para o sul da Flórida e não provar Key Lime Pie (torta de limão), é como ir a Morretes e não comer Barreado! Qualquer restaurante nos Caios, especialmente em Key West, servem esta torta maravilhosa. Alguns da maneira tradicional, outros em variações meio bizarras, mas existem também casas especializadas para a sobremesa, e fazem o maior sucesso por lá.

Ela é muito semelhante com a torta de limão brasileira, mas a diferença está nos limões! A original torta KLP é feita com o Key Lime (limão cultivado nos Keys). Ele é parecido com o nosso “limão tahiti”, porém é menor que uma bola de golf, com casca mais amarelada e possui sementes. Provavelmente este limão tenha a mesma origem do Tahiti e depois de plantados em solo americano sofreu as adaptações necessárias para se naturalizar por lá… Daí o nome KLP. O restante dos ingredientes da torta vocês já devem imaginar: base de biscoito, muito leite condensado, suco de “Key” limão e aquela cobertura de chantilly ou merengue douradinho por cima, humm…
Alguns lugares famosos por suas tortas em Key West:
- Blond Giraffe Key Lime Pie Factory
- Kermit’s – Key Lime Pie Shoppe
- Mattheessen’s
11 comments 08/06/2008
Descobrindo os Keys: 2ª parte – Key West
A minha lembrança de Key West sempre foi de um lugar calmo, todo bonitinho, com muitas casas e lojinhas pré-fabricadas, com cercas brancas, como aquelas que a gente vê nos filmes e nem acredita que são de verdade! Quando voltei lá esse ano, minhas recordações vieram à tona e o que eu encontrei em Key West foram exatamente as mesmas casinhas (algumas prestes a cair aos pedaços, claro), e por incrível que pareça, estavam no mesmo lugar que as da minha memória de elefante!
Key West mantém uma simpatia inigualável, estilo “bicho-grilo” que felizmente o “american way of life” não conseguiu destruir. A cidade está há apenas 90 milhas (cerca de 150km) de Cuba, mas aqui todo mundo ainda fala inglês! Não há néons, nem Hummers desfilando, e está longe de ser parecido com South Beach. O que você vai encontrar lá são ruas estreitas, pescadores, um monte de lojas com artigos sacanas e alguns malucos “bichos-grilos” zanzando e falando sozinhos pelas ruas, mas em “inglês” é claro!
A Duval Street é a rua mais turística de Key West, ali estão concentrados todas as pousadinhas, lojinhas, pubs e restaurantes de frutos do mar. Ela é considerada a rua principal mais longa do mundo porque vai de costa a costa – do oceano atlântico até o golfo do México. Na mesma rua fica o hotel onde nos hospedamos chamado Crowne Plaza La Concha. Não vá pensando… “mas eles são chiques” que não é bem assim não! Normalmente o hotel possui uma diária em torno de U$ 100-200, mas quando se viaja com a cunhada que trabalha para “a rede hoteleira”, a diária do quarto pode sair até pela bagatela de U$ 39 (o quarto quádruplo). Viu? Isso que é ter sorte, afinal não é todo mundo que consegue economizar e ainda ficar em hotel 3***.
Há uma quadra dali está outra rua histórica chamada Whitehead Street, onde ficam as famosas casas de Hemingway, Audubon e outras atrações. Há muito que fazer em Key West… Mergulhar, passear em um barco com fundo de vidro, comer uma imperdível Key Lime Pie, ir a algum Irish Pub, comprar uma camiseta sacana ou simplesmente deixar-se dominar pelo estilo “easygoing” desta ilhota. Não tivemos sorte com o tempo, por causa do frio e do vento nossos planos subaquáticos não se aplicaram aos caios. Ao invés de pegar uma praia e um sol de rachar, tivemos que ir correndo comprar casacos de inverno, pois realmente estava congelante. Mas como nem tudo que a gente planeja dá certo, trocamos a parte molhada por pontos turísticos, restaurantes e bares locais. Conhecemos lugares como: o famoso Southernmost Point (o marco que está apenas 90 milhas de cuba), Cheese Burger Restaurant (comidinhas), Irish Kevin’s Bar (bebidinhas), Mattheessen’s (docinhos), etc. Depois de muito comer e passear pela Duval Street, decidimos voltar para Miami e aproveitar o resto do tempo que tínhamos por lá, já que a previsão não estava promissora para os dias subseqüentes… Ao final das contas não passamos um dia e meio em Key West, uma pena, mas para conhecer a cidade foi o suficiente.

Duval Street – rua mais turística de Key West.

Sogrinha, Maridex e eu no centrinho.

Arquitetura típica de lá… dá um charme todo especial ao local.

Kaufamily no Cheese Burger Restaurant.

Consegue adivinhar todos os ingredientes… pineapple, avocado, what else?



Irish Kevin’s Bar – Pub irlandês muito divertido.


Outras coisas legais para fazer/ver por lá:
→ Key West Butterfly
1316 Duval Street
Enorme estufa com muitas borboletas soltas. Bom para crianças.
→ Ripley’s Believe It or Not
108 Duval Street
Museu com coisas bizarras. Acredite se quiser!
→ Hemingway Home & Museum
907 Whitehead Street
Casa onde o famoso escritor viveu por 8 anos. Tem tours guiados e gratuitos a cada 15 minutos. A maior atração são os quase 50 gatos, a maioria tem 6 dedos nas patas.
→ Hard Rock Café
313 Duval Street
5 comments 07/05/2008
Descobrindo os Keys: 1ª parte – A viagem até o extremo sul da Flórida.

Prometi a mim mesma que iria terminar de escrever sobre a viagem ás Américas antes de inventar outra. O problema é que ta difícil arranjar tempo, estou trabalhando muito e claro que o blog vai ficando ficando… Mas juro que lembro dele todos os dias e nessas de olhar, verificar e visitar outros blogs a gente já começa a sonhar com uma próxima viagem. Como tudo tem seu tempo e prometido é prometido, vou terminar de relatar USA e só depois irei contar qual é o próximo destino (se até lá eu decidir ele)!
Da 1ª vez (2000) que estive em Key West o tempo foi muito curto e não deu pra aproveitar direito o que a cidade tinha pra oferecer. Desta vez queríamos fazer diferente. A intenção era, além de aproveitar Key West, curtir ao máximo o caminho dos Keys, e foi exatamente o que tentamos fazer: pegamos o carro, enchemos o tanque com gasolina da mais barata e fomos… indo e indo. Para sair de Miami de carro foi só pegar a Overseas Highway (sentido sul da rodovia federal norte-americana 1) e em menos de 25 minutos estávamos em Homestead Florida City, na verdade não dá pra saber quando você já deixou a cidade ou não, parecem todas grudadinhas. Em um piscar de olhos entramos no Everglades National Park e logo logo as placas começaram a indicar John Pennekamp Coral Reef State Park. Opa, sinal que estávamos passando por Key Largo. Daí por diante a paisagem começou a mudar, o estilo urbano foi ficando pra trás e a estrada parecia flutuar sobre a água azul turmalina do mar.

Abastecendo o carro em Miami…

A cor da água se confunde com a cor da areia.

Pausa para Momento Key Kodak!
O caminho de 181 km leva em torno de 4 horas para ser feito, mas vale a pena ir com calma, parando para ver a paisagem, as aves marinhas e para visitar as muitas surpresas, parques, museus e outras atrações espalhadas ao longo do caminho. A esquerda de quem vai, está o oceano Atlântico, e à direita, a baía da Flórida e o golfo do México. São 42 pontes ao todo… minha sogra bem que tentou contar uma por uma, mas no meio de tanta coisa pra ver, esquecia da pontes (rs). O dia estava lindo, tudo prometia que nossa viagem seria inesquecível. Apesar de ser inverno esta época do ano (dez/jan), todos os dias que havíamos passado em Miami tinham sido absurdamente quentes. E nada melhor que ficasse assim para aproveitar os Keys.
Mortos de fome, paramos em Islamorada e comemos em um local chamado Wahoo’S Bar & Grill. A comida simplesmente deliciosa, o restaurante possui vista para o mar e está em anexo à marina. Islamorada é considerada quartel-general dos pescadores americanos e os barcos fazem parte do cenário, é impossível não notá-los. Como já estava ficando tarde, resolvemos parar para dormir em Marathon e nos hospedamos no Pelican Motel (U$ 110,00 o quarto quádruplo). O mais curioso é que a maioria dos motéis possui estacionamento para trailers nos fundos, e geralmente essa época do ano todos os Trailers Parks estão lotados.

Islamorada

Em todo local se encontra Jets para locar.

Restaurante Wahoo’S em Islamorada.

Salada de espinafre com camarão e nozes, yummi!

Catch of the day…

Sogrinha e Cunha entre os milhares de barcos…

Pelican Motel, ao entardecer em Marathon.
Acordamos no outro dia e para nossa surpresa o clima tinha virado e o que era ensolarado e quente, ficou frio, nublado e ventoso. O tempo mudou de uma forma que ficamos todos decepcionados e temendo um furacão já que os Keys têm seus momentos infernais também. A temperatura estava aproximadamente 10°C e o vento muito, mas muito forte. Mas isso não impediu de seguirmos em frente. Só faltava metade do caminho e esta parte tende a passar mais rápido ainda, pois parece que a faixa de terra vai estreitando a medida que você desce os caios. Entre um pedacinho de terra e outros estão às famosas pontes da Overseas Highway e uma delas merece destaque: A Seven Miles Bridge (cerca de 11 km de ponte), obra impressionante da engenharia.

É ponte que não acaba mais… cerca de 11 km sobre a água!



A viagem seguiu por Bahia Honda, Big Pine e pelas Lower Keys, também chamadas de “as Keys naturais”, conhecidas pela fauna, flora e pelo recife de Looe Key, considerado um dos melhores lugares do mundo para mergulhar. Outra opção é o parque estadual de Bahia Honda, com lugar para camping, piqueniques e esportes aquáticos. Deixamos o mergulho para ser feito no retorno, já que nem o tempo nem o mar estavam convidativos a ele. Por fim, chegamos a Key West felizes, ansiosos e gelados. E qual foi a 1ª coisa que fizemos lá? … Shopping (rs) … Mas dessa vez TEVE um motivo especial: o FRIO. Ninguém estava preparado, e nessas alturas da viagem é melhor aproveitar uma Key West com conforto do que gelados e mal humorados.

Bahia Honda Channel


Charmoso e simpático Pelicano.
6 comments 26/04/2008
Flórida Keys planejado!
Esta é a 3ª vez que vou aos Estados Unidos e a 2ª que estou voltando à Key West. Na 1ª vez que visitei a cidade foi tudo muito rápido, estava em um cruzeiro com destino ao Caribe e tive apenas 1/2 dia para aproveitar o local. Como todo bom turista, arriscamos um passeio com um glassbottom boat (barco que tem o fundo de vidro) para poder ver a beleza dos corais do Golfo do México. Na época não sabia mergulhar e aquele passeio por mais simples que parecesse foi muito legal e proveitoso. Key West ficou na minha memória como uma cidade simpática, charmosa, cultural e acolhedora.
Mas desta vez será diferente, teremos mais tempo para aproveitar o conjunto de ilhas ao sul da Flórida. O roteiro já está escolhido e o tempo destinado para cada local também. Primeiro vamos ficar alguns dias (comprando, consumindo e se esbaldando) em Miami e lá passaremos o Reveillon também. Já no dia subseqüente à virada de ano desceremos de carro com destino à Islamorada. A segunda parada será na última ilhota da Florida, Key West onde ficaremos dois dias completos. Na volta passaremos por lugares como Big Pine e The Lower Keys e a último local escolhido foi Key Largo antes de retornar à Miami. A viagem é enxuta, mas acredito que “Roteiro x Tempo” seja o suficiente para conhecer os atrativos e fazer algumas atividades extras nos Keys. Mergulhos estão no itinerário nos 3 pontos de paradas escolhidos, se tudo der certo claro. Durante a descida vamos analisando os locais para possivelmente dar uma atenção melhor a eles na volta… Assim fica bem prático! O bom de viajar de carro é justamente a liberdade de escolha e facilidade nas mudanças de planos. Se algo não estiver como gostaríamos é só pegar o carro e ir adiante, sempre avante…

4 comments 21/12/2007





